Produtores do Paraná deixam de vender leite in natura

Publicado por: MilkPoint

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A imagem do sitiante vendendo leite in natura de porta em porta está com os dias contados no Paraná. A maioria dos produtores que comercializa dessa forma está inserida no projeto "Cadeia Produtiva do Leite", realizado através de uma parceria entre Emater, Prefeitura, Universidade Estadual de Maringá e Cesumar.

O programa foi iniciado no ano passado. Desde então 30 produtores receberam investimentos que totalizam R$126 mil em instalações e equipamentos. Além de eliminar bactérias e microorganismos, o processo de pasteurização também garante o controle sanitário.

Os pequenos produtores só podem comercializar o leite pasteurizado. Normalmente eles possuem uma clientela fixa e entregam em garrafas descartáveis. Dos 30 criadores registrados pela Emater, pelo menos 12 comercializam desta forma.

Todos também conseguiram recursos a fundo perdido junto ao programa Paraná 12 Meses, do governo do Estado, para a aquisição de equipamentos e adequação das instalações. "O leite é a principal fonte de renda da família e responsável por mantê-los no campo", disse o técnico da Emater, Egon Arns.

Cerca de 15 produtores participam do projeto em Iguatemi, onde o leite será pasteurizado e empacotado na Fazenda Experimental da UEM a partir de março. O leite terá a marca Iguatemi e a produção total dos agricultores deve chegar a mil litros diários. Maringá será atendida em uma segunda fase do projeto.

Tomando a frente

Em Maringá muitos pequenos produtores não esperaram a segunda fase do projeto e comercializam o leite pasteurizado através da Associação dos Produtores de Leite de Maringá (Aprelmar). É o caso de Genivaldo da Rocha Alves. Através do Paraná 12 Meses ele adquiriu um resfriador.

O rebanho de Alves produz uma média de 120 litros por dia. O leite é ordenhado mecanicamente, levado à Aprelmar e pasteurizado. O próprio Alves se responsabiliza em comercializar o produto. Vende aos mercados a R$ 0,80 o litro e nas casas a R$ 0,90. A renda de toda família é baseada na venda do leite. "Se fosse entregar para laticínio ganharia mais ou menos R$0,25. Não compensa", comentou.

Pioneira

A Aprelmar foi criada há quatro anos e possui 28 associados. A entidade tem o único laticínio registrado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) em Maringá.

Responsável pela pasteurização e comercialização de quatro mil litros diários do Leite União Integral Tipo C, ela surgiu com o objetivo de tirar o leite clandestino das ruas. "Boa parte do comércio foi tirado, mas ainda continua. Estamos batalhando para que os órgãos de vigilância continuem os serviços de fiscalização", disse o presidente da entidade Delvan Santos.

Todo o leite produzido é comercializado dentro de Maringá. Alguns produtores vendem a própria produção e o restante é distribuído entre vendedores credenciados. O preço é discutido em reuniões semanais e hoje é vendido, no atacado, a R$ 0,80 o litro. O produtor recebe R$ 0,48 se a Aprelmar comercializar o produto e R$ 0,66 se ele mesmo vender. A diferença é dividida entre os revendedores e a associação.

Fonte: Diário de Maringá/PR (por Fábio Massalli), adaptado por Equipe MilkPoint
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