Cerca de 150 agricultores familiares do Oeste de Santa Catarina realizaram, ontem, em Chapecó (SC), um protesto contra o baixo preço do leite e a tentativa do governo federal de extinguir o leite do tipo C.
Além da distribuição de 250 litros de leite para a população do bairro Maria Goretti, em Chapecó, foi elaborada uma carta que propõe a suspensão imediata da portaria 56 do Ministério da Agricultura – que determina o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNMQL). Esta Portaria deve entrar em vigor no início de 2002 e prevê uma série de medidas visando melhorar a qualidade do leite, tais como extinção do leite tipo C, obrigatoriedade de exames rotineiros dos animais e do produto na propriedade e resfriamento do leite em até 3 horas para 4 ºC.
O presidente da Frente Sul da Agricultura Familiar (Fetraf), Dirceu Dresch, disse que os produtores não são contra a melhora da qualidade do leite, mas que da forma como está sendo proposta, a portaria vai excluir dois terços dos 170 mil produtores de leite do Estado e 80 pequenos laticínios. O agrônomo e assessor da Fetraf, Gelso Marchioro, disse que os exames exigidos representariam um custo de R$ 53 por vaca/ ano, além de R$ 10 mil a R$ 40 mil em equipamentos.
Fonte: Diário Catarinense (por Darci Debona), adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores de leite fazem protesto em Chapecó
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