Os produtores de leite das regiões de Valdivia e Osorno, no Chile, reagiram muito mal às acusações feitas por Patricio Lyon, presidente da Associação das Indústrias Lácteas do Chile (Asilac), que disse que os produtores estavam agindo como um cartel. "Quer mais cartel do que 4 fulanos que se juntam para determinar o preço que vão pagar para mais de 15 mil produtores?", disse Javier Pardo, da Aproleche (Osorno).
Essas duras acusações marcam um conflito que, há semanas, os produtores de leite vem enfrentando. São cerca de 15 mil associados à Federação Nacional de Produtores Leiteiros (Fedeleche) e à Associação das Indústrias Lácteas (Asilac), que agrupa 4 das maiores indústrias processadoras de leite no Chile - Soprole, Nestlé, Parmalat e Loncoleche.
A crise se originou quando as indústrias publicaram com 30 dias de antecedência as planilhas de preços que pagarão aos produtores por litro de leite, a partir de 1 de setembro. Conhecidos como "preço de primavera", estes são marcadamente baixos no país.
Este ano, a queda nos preços foi muito grande, situação que as indústrias atribuem aos altos níveis de estoques. Segundo os produtores, as indústrias baixaram os preços porque precisam recuperar as perdas que sofreram ao comprar grandes volumes de leite no exterior, a preços mais altos do que no mercado nacional - as indústrias pagaram uma média de US$ 0,28 pelo leite importado, contra US$ 0,11 pelo litro de leite chileno. Os produtores dizem que essa baixa provocará perdas de cerca de US$16,14 milhões no ano aos seus associados.
fonte: El Mercurio, adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores de leite do Chile negam formação de cartel
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