O Diário Oficial da União editou na última semana a portaria 56, referente ao Programa de Melhoria da Qualidade do Leite, que estabelece os novos padrões de produção, qualidade e identidade do leite. O objetivo é adequar a qualidade do leite produzido no país aos padrões internacionais, para que o Brasil possa ter acesso aos mercados dos Estados Unidos, Japão e Europa.
Um tempo inferior a três horas entre a ordenha e o resfriamento, o qual deverá ser feito na propriedade leiteira, e o transporte em caminhões isotérmicos para manter a temperatura de 7 graus centígrados até chegar à indústria de recebimento, o que deverá ocorrer em até 72 horas. Estas são as principais exigências para a produção do leite nacional, que passará a denominar-se "leite pasteurizado", ao invés de A, B ou C. O produto chegará ao consumidor com melhores padrões microbiológico e fisico-químico, e baixos índices de contaminação.
Segundo o supervisor de produção de leite da Cosuel, veterinário Luiz Henrique Kaplan, os produtores de leite B do Vale do Taquari anteciparam-se às novas normas, pois já utilizam-se de tecnologia de ponta e atendem a exigências até mais arrojadas que aquelas previstas na portaria 56. Enquanto a portaria prevê o máximo de um milhão de unidades formadoras de colônia (UFC) por ml de leite, os produtores de leite B estão entregando leite na indústria com até 500 mil UFCs, ou seja, a metade dos índices exigidos. "Os produtores de leite B já se anteciparam há muito tempo, enquanto para o Sul as novas normas só entram em vigor em 2005", diz.
O Ministério da Agricultura e Abastecimento acredita que a medida deverá reduzir as perdas de leite em até 30%, reverterá em melhor remuneração ao produtor, além de elevar a qualidade da matéria-prima que chega à indústria.
Como a medida só entra definitivamente em vigor a partir de 2005, até lá os consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ainda poderão optar pelos leites tipo A, B ou C. Nas regiões Nordeste e Norte o Programa de Melhoria da Qualidade do Leite começa a vigorar apenas em 2007. Os produtores que quiserem manter-se na atividade a partir daí deverão estar adequados às novas normas. Para isso, o governo federal está destinando crédito de R$ até 60 mil por produtor, com juros de 8,75% ao ano, e prazo de pagamento de cinco anos.
O Mapa também destina R$ 6,8 milhões para os laboratórios de análise do país que participam da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite. Três laboratórios oficiais e cinco universidades farão testes em amostras coletadas, a fim de adequar o sistema de análise do produto às novas normas de produção. O Pólo de Modernização Tecnológico da Univates, em Lajeado, busca também o credenciamento a fim de participar da Rede.
Fonte: Jane Mazzarino, Assessoria de Imprensa da Associação de Produtores de Leite B do Vale do Taquari, adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores de leite B já produzem com melhor qualidade que exigem as novas normas
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.