O Ministério da Produção argentino, através do Banco Província de Córdoba, outorgou 2,025 mil créditos, à taxa zero, para os produtores de leite dos departamentos de San Justo, San Martín, Río Primero, Río Segundo e Río Cuarto. No total, este crédito atinge o valor de 4,230 milhões de pesos argentinos, que serão financiados pela Secretaria da Agricultura da Província de Córdoba, através do Fundo Agropecuário, e pelas indústrias lácteas, em partes iguais.
A devolução do crédito estará a cargo do produtor de leite, que conta com dois meses de graça, e quatro com cotas mensais. Segundo o ministro da Produção, Juan Schiaretti, esta é a segunda fase dos empréstimos - a primeira foi realizada no ano 2000 - que começaram a liqüidar-se em maio. "Já venceu a primeira cota e o cumprimento dos produtores foi de 100%. Essa assistência reafirma a vocação da Província de apoiar o setor lácteo, e contribui para o financiamento de um dos pilares da economia de Córdoba."
Redução da Produção
A atividade industrial nas usinas de leite da Argentina acumulou, nos primeiros 6 meses do ano, uma redução de 7%, segundo um informativo feito pela Consultora de Economias Regionais (COER).
Juntamente com as indústrias de carne bovina, de farináceos e de oleaginosas, a indústria de lácteos é o ramo agroindustrial que caiu de forma mais pronunciada. Nos últimos meses, a elaboração de leite fluido e de leite processado mostrou sinais positivos, podendo indicar uma desaceleração no retrocesso do setor.
Com relação ao mesmo mês do ano 2000, a atividade em junho deste ano caiu 3,6%, após uma queda de 4% em maio, e de 7,4% em abril.
O mercado externo - especialmente Chile e Brasil, principais clientes de leite em pó - está apresentando dificuldades aos produtos lácteos argentinos. Em junho, as compras de leite em pó de ambos os países se reduziram 30 e 50%, respectivamente.
De acordo com os registros do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), no primeiro semestre de 2001, o total de exportações lácteas argentinas não alcançou os US$ 140 milhões. Esse valor representa 16% a menos que os quase US$ 165 milhões, exportados no mesmo período do ano passado.
Mercado interno: estável
Por outro lado, as vendas de produtos lácteos no mercado interno permanecem em níveis estáveis, sendo que os indicadores de preços ao consumidor e de preços ao nível do atacado, estão evidenciando firmeza e maior estabilidade do que no ano passado.
Os preços do leite no atacado, registrados em junho deste ano, mostram um crescimento de mais de 12%, com relação ao mesmo período do ano 2000. Porém, com relação aos preços dos produtos ao consumidor argentino, o aumento médio dos preços nos primeiros 6 meses do ano foi de 5,4% para o leite fresco em sachet, de 12% para alguns tipos de queijos e quase 1% para a manteiga.
Enquanto permanecerem as dificuldades no mercado externo, poderá produzir-se na Argentina um aumento da oferta no mercado interno, o que pode gerar uma queda de preços. Entretanto, a queda estacional na produção, gerada nesta época do ano, poderá atuar minimizando este efeito.
fonte: E-campo, adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores argentinos terão créditos
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