Produtor do Paraná evita crise com ajustes
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Ele garante que não fez ''nenhuma mágica'' mas pôde se manter na atividade devido à administração empresarial que vem adotando nos últimos anos para escapar de vários momentos de crise no leite. ''Eu me programei e fiz apenas os investimentos necessários".
A crise no setor é antiga e se agravou nos anos 90 com as importações de leite que derrubaram o preço pago aos produtores no mercado interno. A situação ficou pior no ano passado durante a entressafra, período em que se espera por melhores preços, quando as indústrias reduziram cotações pagas ao produtor sob alegação de que havia grandes estoques e baixa no consumo do leite no País.
Com a globalização, de acordo com Romanhol, não se pode mais sonhar com altas margens de lucro, mas no caso do leite é preciso melhorar o preço pago ao produtor. O país, segundo ele, tem potencial para exportar o produto e hoje a situação da maioria dos produtores é crítica, com muita gente liquidando plantéis e abandonando a atividade.
Segundo Romanhol, com um pequeno aumento nas margens de lucratividade do leite seria possível que o produtor fizesse investimentos e melhorasse sua situação. De acordo com ele, o leite é hoje o produto de menor margem de lucro entre todas as atividades agrícolas. "Qualquer aplicação no mercado financeiro dá mais de 1,25% ao mês". É esse o percentual que Romanhol tem obtido na atividade. Romanhol acredita que o ideal seria obter uma margem superior a 2% para que o produtor pudesse se manter e ainda fazer investimentos na atividade. Hoje o rebanho de Romanhol tem potencial para produzir 24 litros/dia em média, mas produz cerca de 17 litros/dia porque não há condições de investir no aumento da produção.
Pelos cálculos do produtor, para aproveitar o potencial das vacas em lactação ele teria um custo de R$ 0,32, valor que obtém pelo litro entregue na cooperativa. "Daí ficaria empatado ou no prejuízo". Por isso prefere ficar com uma lucrativade menor (1,25%) do que aumentar a produção e, consequentemente, os custos.
Fonte: Folha de Londrina (por Cláudia Barberato) adaptado por Equipe MilkPoint
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OUTRO - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 31/01/2002
Resposta MilkPoint: <i><font color="#006666">O conceito emitido pelo leitor está, em linhas gerais, correto. O aumento da produção por vaca tende a ser a melhor ferramenta para diluir custos fixos, reduzir o custo total de produção e aumentar o lucro. A exceção à esta regra pode ocorrer quando o salto em produtividade individual envolve incorporação de custos distintos ao projeto, por exemplo com instalações mais adequadas, alteração no sistema de produção, etc. Em outras palavras, é difícil afirmar que um rebanho confinado, com 30 kg de média de leite/vaca/dia, apresenta custo mais baixo do que um rebanho exclusivamente a pasto, com 10 kg de média/dia. Por outro lado, é quase certeza que o mesmo rebanho confinado de 30 kg/dia será menos rentável e terá potencialmente um custo por litro mais elevado caso produza apenas 20 kg/dia. O corte de suplementação tende a piorar a situação econômica, não melhorar.
Marcelo P. Carvalho.