Produtor catarinense discute portaria 56 com técnicos do Mapa
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A intenção é esclarecer alguns pontos da portaria 56 que regulamenta a qualidade do leite. A portaria deveria entrar em vigor em julho, mas foi prorrogada para que os produtores se enquadrem nas novas regras.
O Sindicato das Indústrias Leiteiras de Santa Catarina (Sindileite) é contra a exigência de resfriamento do leite a quatro graus centígrados na propriedade, no prazo máximo de três horas após a ordenha. Este mesmo leite deve chegar à industria a uma temperatura de sete graus centígrados.
De acordo com o diretor executivo do Sindileite, Walter Hoeschl Neto, a exigência de resfriamento nas propriedades fará muitos pequenos produtores abandonarem a atividade devido ao alto custo de implantação do sistema. Ele lembra que será necessário comprar resfriadores de expansão, que custam, no mínimo, R$ 5 mil.
O diretor do Sindileite argumenta que o resfriamento na propriedade a sete graus resolveria o problema. "Neste caso será possível usar o tanque de resfriamento por imersão, que já existe na maioria das propriedades e é mais barato", explica.
Para o Sindileite a questão vai atingir principalmente os pequenos produtores de Santa Catarina. Cerca de 60 mil famílias trabalham com leite no Estado, das quais 35 mil fornecem às empresas ligadas à entidade.
Fonte: Diário Catarinense (por Luiz Augusto), adaptado por Equipe MilkPoint
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