Apesar de toda a mobilização dos produtores goianos, que no mês passado promoveram manifestações em Goiânia, com visitas ao governador Marconi Perillo, de quem obtiveram a garantia de apoio, e à Assembléia Legislativa, onde conseguiram inclusive a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a crise no setor lácteo continua a aprofundar-se. Se no início do movimento os produtores reclamavam que o preço do leite caíra de R$ 0,41 para até R$ 0,25 o litro, agora, muitos já estão recebendo menos de R$ 0,20.
"Estamos vivendo um verdadeiro caos no setor, pois mesmo os produtores que dispõem de maior tecnologia não conseguem custos de produção inferiores a R$ 0,30", diz o secretário da Agricultura, Leonardo Vilela. "Está muito difícil uma solução a curto prazo, pois continua a tendência de aviltamento dos preços do leite, principalmente do leite spot, produto não-contratado, comercializado livremente no mercado." Para ele, uma solução duradoura só virá com a implantação do laticínio idealizado pelos produtores.
Na tentativa de viabilizar o projeto do laticínio, viajam para a Europa, no próximo dia 27, o secretário da Agricultura, o presidente da Central de Cooperativas de Produtores de Leite (Centroleite), Fernando Vilela, e o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), João Bosco Umbelino dos Santos. O grupo fará contatos com os laticínios Leite Pascoal (Espanha) e Lactogal (Portugal) - ambos com disposição para investir em Goiás.
Segundo Vilela, a intenção é promover uma parceria que viabilize financeira e tecnologicamente o projeto, já que o Estado tem todas as condições para assegurar o fornecimento da matéria-prima. Ele esclarece que prosseguem as negociações para uma possível parceria com a cooperativa de produtores de leite de Minas Gerais (Itambé). "Uma coisa não exclui a outra. Nada impede que se faça até uma parceria; com produtores goianos, uma empresa nacional, no caso a Itambé, e outra estrangeira."
Segundo o secretário, a idéia de um laticínio com a participação dos produtores ganhou mais impulso no dia 28 passado, quando representantes de entidades privadas, de universidades e do governo de Goiás, reunidos em Caldas Novas, concordaram que o projeto é viável. A próxima fase será de contratação de consultorias específicas em áreas como de tecnologia e mercado.
Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
Produtor busca parceria no exterior para laticínio
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