Produção de leite no Uruguai bate recorde e remessa aos laticínios cresce pelo 9º mês consecutivo

A produção de leite no Uruguai segue em forte crescimento. Em abril de 2026, os tambos uruguaios aumentaram em 9,7% o volume de leite remetido às indústrias em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

Publicado por: MilkPoint

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A produção de leite no Uruguai apresentou um crescimento significativo em abril de 2026, com um aumento de 9,7% nas remessas às indústrias em relação ao ano anterior. O volume totalizou 164,7 milhões de litros, o maior para o mês de abril. No acumulado do primeiro quadrimestre, a produção foi de 634 milhões de litros, alta de 8,8%. Também houve crescimento no envio de sólidos lácteos e leve melhora no teor de gordura. O ano de 2025 foi o melhor da história recente, com 2,212 bilhões de litros enviados às indústrias.
A produção de leite no Uruguai segue em forte crescimento. Em abril de 2026, os tambos uruguaios aumentaram em 9,7% o volume de leite remetido às indústrias em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

O avanço confirma uma tendência consistente de recuperação do setor leiteiro uruguaio. Abril marcou o nono mês consecutivo de crescimento da remessa de leite às indústrias, em uma sequência positiva iniciada em agosto de 2025.

De acordo com o Inale, em abril de 2026 o ingresso de leite nas plantas industriais — considerando leite de produtores e leite próprio das indústrias — totalizou 164,7 milhões de litros, o maior volume já registrado para um mês de abril na história do país. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com 152,4 milhões de litros. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a produção uruguaia somou 634 milhões de litros, crescimento de 8,8% frente ao mesmo período de 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses móveis, entre maio de 2025 e abril de 2026, a remessa total atingiu 2,263 bilhões de litros, alta de 10,2% em relação ao período anterior.

Cresce também o envio de sólidos

Quando a medição é feita em sólidos lácteos — considerando gordura e proteína — o desempenho também foi positivo. Em abril de 2026, os tambos uruguaios enviaram 13,3 milhões de quilos de sólidos, aumento de 9,1% sobre abril de 2025.

No acumulado de janeiro a abril, o volume chegou a 50 milhões de quilos de sólidos, avanço de 10,1% na comparação anual. Já no último ano móvel, o total atingiu 176 milhões de quilos de sólidos, crescimento de 11,5% frente aos 12 meses anteriores.

Segundo a série histórica do Inale, o maior registro mensal da história ocorreu em outubro de 2025, quando a remessa alcançou 222 milhões de litros. O menor volume da série foi registrado em maio de 2003, com 68,7 milhões de litros.

Qualidade do leite

O teor de gordura do leite uruguaio também apresentou leve melhora. Em abril de 2026, o conteúdo de gordura atingiu 4,20%, acima dos 4,16% registrados no mesmo mês de 2025. Na média de todo o ano de 2025, o teor de gordura ficou em 3,96%, cerca de 1% superior ao observado em 2024.

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Já o teor de proteína foi de 3,63% em abril de 2026, ligeiramente abaixo dos 3,70% registrados em abril do ano passado. Ainda assim, a média de 2025 fechou em 3,58%, também cerca de 1% acima do ano anterior.

Melhor ano da história

O relatório do Inale mostra ainda que 2025 foi o melhor ano da história recente da produção leiteira uruguaia. No ano passado, o país remeteu 2,212 bilhões de litros às indústrias, crescimento de 8,4% sobre 2024 e o maior volume anual já registrado neste século.

Antes disso, a produção havia somado:

  • 2,040 bilhões de litros em 2024;
  • 2,114 bilhões em 2023;
  • 2,089 bilhões em 2022;
  • 2,118 bilhões em 2021;
  • 2,078 bilhões em 2020;
  • 1,970 bilhão em 2019;
  • 2,063 bilhões em 2018;
  • 1,924 bilhão em 2017;
  • 1,775 bilhão em 2016.

O menor volume anual da série foi registrado em 2002, com 1,109 bilhão de litros.

As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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