Prefeitura de São Paulo muda marca do leite e pais reclamam
A Prefeitura de São Paulo parou de distribuir Leite Ninho para 900 mil alunos da rede municipal de ensino. A distribuição do "leite amarelinho" foi uma das promessas da campanha à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Mães reclamam que o leite enviado desde março pelo governo, o Nutrice, produzido pela Tangará Foods não tem a mesma qualidade nutricional do produto anterior. A fabricante nega, diz que os pais podem estar errando no preparo do leite e vai distribuir cartilha com orientações a beneficiários.
Publicado por: MilkPoint
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Ao oferecer o preço do quilo do leite por R$ 9,39, a Tangará Foods venceu a licitação do Programa Leve Leite. A Nestlé era a outra empresa na disputa, mas seu valor oferecido foi de R$ 11 por quilo. Por lei, o governo municipal tinha de abrir a concorrência. A Secretaria Municipal de Educação também argumenta que o novo leite atende às especificações nutricionais exigidas no edital do programa, assim como a fabricante, que informou que seus produtos são credenciados pelo Ministério de Agricultura e Pecuária e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Mas mães da zona sul que foram na semana passada à Câmara Municipal reclamar da troca lembraram que a distribuição do "leite amarelinho" foi, durante o segundo semestre de 2008, uma das principais promessas do então candidato Kassab (sem partido). O Tribunal Regional Eleitoral chegou até a vetar uso da marca do leite no programa de Kassab durante o horário eleitoral.
O leite é distribuído gratuitamente para todos os alunos da rede municipal. Cada mãe de aluno recebe 2 quilos por mês do leite, em sacos de 1 kg - a quantidade foi reduzida em 200 gramas no início de 2009. Têm direito aos 2 quilos mensais de leite os alunos que frequentam, no mínimo, 90% dos dias letivos da rede municipal.
Crianças menores de 1 ano recebem por mês 2 quilos diretamente na creche. Os demais alunos da educação infantil e do ensino fundamental recebem também 2 quilos do produto, enviados pelo correio. "É importante dizer que foi esta gestão, em 2006, que estendeu o programa Leve Leite ao período de férias escolares, cobrindo os 12 meses do ano. Isso só foi possível por causa da economia de 34% na aquisição do leite em pó, em relação à concorrência de 2005", disse a Prefeitura.
"Não há motivo para preocupação"
Mirna Lúcia Gigante, professora da Unicamp, garante que "não há motivo para preocupação. O problema seria se não fosse usado leite integral. Aí poderiam ocorrer diferenças nutricionais. Todo leite em pó passa pelo mesmo processo de secagem. A diferença é como são armazenados os glóbulos de gordura".
A matéria é de Diego Zanchetta, publicada no jornal O Estado de São Paulo, resumida e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
Nota Oficial da Tangará
A Tangará Foods informa que o leite em pó Nutrice segue todas as especificações técnicas exigidas pela legislação e pelo edital do Programa Leve Leite da prefeitura de forma rígida. Os parâmetros descritos no edital são estritamente seguidos pela empresa e auditados por laboratórios externos credenciados pelo Ministério de Agricultura e Pecuária e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O produto também passa por rigoroso controle de qualidade realizado pelo Departamento da Merenda Escolar (DME), ligado à Secretaria Municipal de Educação. As análises são idênticas às feitas com fornecedores anteriores e contemplam, entre outras exigências, os testes sensoriais (cor, sabor, odor e aparência).
Foi constatado que alguns consumidores não estavam seguindo o modo de preparo indicado na embalagem - 5 colheres rasas de sopa - o que afeta o sabor, a consistência e as propriedades do leite. Para solucionar o problema, a Tangará Foods e a Prefeitura de São Paulo deram início à produção de um folheto informativo que será encaminhado em breve juntamente com o produto, mostrando a importância de se seguirem as orientações do fabricante.
Enviada por Fabiana Schiavon, Assessora de Comunicação da Tangará Foods
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Não precisa de cartilha nenhuma, precisa sim, de uma analise constante do leite distribuido.

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No entanto, não de deve descuidar da fiscalização,tanto na indústria como no comércio, checando as qualidades do produto. Deve-se dosar em especial o teor de proteínas e lactose.
Atenciosamente,
Fernando Melgaço.

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