Analisando o gráfico 1, observa-se que em outubro de 2010 os preços do leite na Nova Zelândia, em dólar, apresentaram alta de 8,2% frente a setembro, ficando em US$ 0,4129/kg. Na Europa, os preços subiram 6,1%, para US$ 0,4548/kg, e nos Estados Unidos, que apresentou a maior alta, 9%, com o preço ficando em média a US$ 0,4468.
No Brasil, o preço médio ao produtor (Cepea-Esalq/USP), em dólar, ficou em US$ 0,4076/kg em outubro.
Gráfico 1. Evolução dos preços na Europa, Brasil, Nova Zelândia e EUA, em US$/litro.

Entretanto, é importante alertar que uma análise que considera apenas os valores nominais em dólar pode estar um tanto distorcida em razão, principalmente, da desvalorização da moeda norte-americana. Segundo o Índice Big Mac da revista britânica The Economist, que compara o poder de compra das moedas locais em razão do preço da commodity, o real está sobrevalorizado em 42%, enquanto o euro em 29%. O que "corrigiria" os preços para valores aproximados de US$ 0,2870/kg para o Brasil e US$ 0,3553/kg para a Europa. No caso da Nova Zelândia, segundo o ASB Weekly Report, o dólar neozelandês está sobrevalorizado em 15%, corrigindo o preço para US$ 0,3906/kg.
Esses "novos" valores indicam que o produtor brasileiro é o que menos recebe pelo litro do leite dentre as 4 regiões comparadas e que o produtor norte-americano ocupa a primeira posição com uma boa margem de diferença.
Outro importante fator a ser levado em consideração é a valorização do euro frente ao dólar. De setembro a outubro a moeda comum europeia valorizou 6,4%, segundo a CLAL, na comparação com o dólar. Como os dados da LTO-Nederland são divulgados em euro, a transformação em dólar sobre esse patamar de valorização intensifica a valorização.
Equipe MilkPoint
