Os produtores de leite goianos ainda estão recebendo valor médio menor do que obtiveram até o mês de junho do ano passado pelo produto. Mas há um fator positivo agora: não há indícios de que ocorra nova queda brusca de preço como se verificou na virada de junho para julho de 2001. Pelo leite entregue no mês de maio, os produtores receberam em junho a média nominal de R$ 0,33 por litro. No mesmo período do ano passado, as cotações nominais chegaram a R$ 0,35.
Eles ainda não sabem quanto vão receber este mês pelo leite produzido em junho. No entanto, a projeção é que a média nominal fique igual à de junho. Os produtores tecnificados e que entregam grandes quantidades recebem mais pelo leite, em torno de até R$ 0,45 pelo litro. O preço é melhor também em municípios onde a concorrência entre as indústrias é mais acentuada. Há regiões, contudo, em que a média nominal ainda não chegou a R$ 0,30 o litro.
De acordo com o assessor técnico da Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura, Maurivan Siqueira, o maior problema é que os insumos tiveram grande aumento de preço. Para se ter idéia, de maio para junho o custo de produção do leite aumentou cerca de 32%, considerando o conjunto de produtos veterinários e rações.
Produção menor
A produção de leite este ano está bem menor que o volume entregue nas plataformas das indústrias no ano passado. De dezembro até agora, a queda no volume entregue é de 10,03%, justamente por causa do desestímulo de muitos pecuaristas quando viram o preço despencar na seca de 2001. Conforme Siqueira, boa parte dos produtores não preparou alimento para servir ao gado na seca deste ano.
Entre produtores e laticínios está em discussão o estabelecimento de contratos de compra. O prazo para formalização dos acordos termina em 16 de agosto. O maior entrave no momento é a questão do frete. Enquanto os laticínios querem cobrar o transporte do produto da fazenda até a indústria, os produtores entendem que esse encargo deve ser assumido pelos compradores. É que eles investiram em tanques de resfriamento para facilitar a coleta e reduzir o custo do frete, mas ao que parece isso não é levado em conta pelos laticínios.
Fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe MilkPoint
Preços ainda estão defasados em Goiás
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