O leite entregue pelos produtores ao longo do mês de janeiro poderá ser melhor remunerado pelas indústrias no pagamento a ser feito em fevereiro. Isso deve ocorrer, segundo previsão da Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), porque a produção caiu em pleno período de safra. Em razão das baixas cotações, muitos pecuaristas decidiram suspender a suplementação e outros preferiram desmamar os bezerros mais cedo ou até abandonar a atividade.
Neste mês, os produtores têm recebido média de R$ 0,25 pelo litro do produto entregue em dezembro. Em algumas regiões, os valores chegam a até R$ 0,35. Quanto ao leite entregue em janeiro, a média pode se elevar para R$ 0,28, conforme estimativa da Faeg. Maurivan Siqueira, presidente da Comissão de Pecuária de Leite, diz que a recuperação é mínima, mas muito significativa, já que os custos da atividade se mantêm elevados.
Crédito para setor leiteiro deve sofrer alterações em Goiás
A Câmara Setorial de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás encaminhará ao Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE) diversas propostas de alteração dos critérios de financiamentos para o setor. Entre as mudanças pretendidas, está a de uma seleção mais rigorosa para os projetos de pecuária de leite, dando-se prioridade para produtores que já estejam na atividade ou disponham de uma infra-estrutura mínima que lhes permitam receber animais de elevado padrão genético.
O secretário da Agricultura, José Mário Schreiner, explica que não se trata de suspender os financiamentos, mas de assegurar que os recursos sejam canalizados para projetos efetivamente viáveis. Outra sugestão para o CDE é de que os pedidos de financiamentos para aquisição de máquinas e implementos agrícolas até o valor de R$ 350 mil possam ser encaminhados diretamente ao Banco do Brasil, sem precisar de aprovação de carta-consulta pelo Conselho. "Nosso objetivo é desengessar o processo, tornando mais ágeis as operações, embora o rigor técnico na avaliação dos processos continue o mesmo", explica o secretário.
O assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Edson Alves Novaes, diz que essa precaução com o segmento de leite é necessária para evitar que um produtor, sem suporte mínimo, se aventure numa atividade que hoje apresenta baixa ou nenhuma rentabilidade. Segundo ele, o objetivo é aplicar de forma cada vez mais adequada os recursos do FCO, mantendo como prioritária a pecuária de leite, mas com foco na melhoria do rebanho e na elevação da produtividade e da qualidade do leite. Para tanto, Edson Novaes argumenta que se deve investir na tecnificação e profissionalização do setor e não apenas na expansão do número de produtores.
Fonte: O Popular/ GO (por Edmilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
Preço do leite tende a melhorar em Goiás
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