População sul-matogrossense defende leite in natura
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Centenas de pessoas na cidade, segundo as entrevistadas, foram criadas com o consumo de leite in natura e também não há nenhum caso de criança que tenha contraído qualquer tipo de doença através do chamado "leite caipira". Na realidade, as donas de casa saíram em defesa do leiteiro que bate à porta todas as manhãs deixando o leite para as famílias tanto na área central quanto na periferia da cidade.
Produtores discutem veto ao leite in natura
Produtores de leite de Ponta Porá/MS e região reuniram-se ontem (21) à noite, na sede da Associação Comercial, para debater questões relacionadas à venda do produto e à fiscalização que será feita pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) nos próximos dias. Eles reclamam que se não puderem vender o produto in natura e não conseguirem um preço melhor nos laticínios, não terão para quem vender.
Essa é a terceira reunião da categoria, realizada por iniciativa da prefeitura em parceria com o Sebrae/MS. O prefeito, Vagner Piantoni, está preocupado com a situação e pediu ao diretor do Departamento de Turismo, Indústria e Comércio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Luís Cogorno, que dê assistência aos produtores de leite.
Na última reunião, no anfiteatro do Paço Municipal, a gerente da unidade local do Sebrae, Andréia Fialho, falou sobre as perspectivas da atividade na região.
Fonte: Campo Grande News (por Daniel Pedra), adaptado por Equipe MilkPoint
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ITABUNA - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/01/2003
Em Itabuna na Bahia, foi tomada a mesma decisão política de proibir a venda do leite in natura no final do ano 2000.
A proibição durou alguns meses enquanto a fiscalização foi dura. No relaxamento dos fiscais voltou tudo como era antes e hoje o consumo do produto in natura voltou a ser generalizado.
Acontece que a população está acostumada a consumir in natura e até chamam esse leite de "leite de vaca" ou "Leite de curral", como se o pasteurizado não fosse de vaca nem de curral.
A prefeitura local ficou de fazer um trabalho de base, instruindo a população sobre os benefícios do leite pasteurizado. Como esse trabalho não foi feito, tudo voltou como era antes.
Lembro aos políticos que estamos lidando com anos de costume de consumo e não vai ser uma lei, ou pior, fiscalizações passageiras, que irão resolver os problemas.

RIO VERDE DE MATO GROSSO - MATO GROSSO DO SUL
EM 25/01/2003
Infelizmente é assim que as medidas sempre costumam ocorrer em nosso país.
Da forma mais burocrática possível, as leis são criadas em gabinetes e acabam não se cumprindo por falta de consulta às bases e pela total ausência de estrutura para fiscalização.
Desprezam-se os Conselhos Municipais de Sanidade Animal, os Sindicatos Rurais e Associações em geral.
Os governantes sempre se esquecem que não se elimina um produto sem que a população conheça seus riscos.
De forma análoga, não se produz leite de qualidade sem que o produtor seja remunerado de acordo.
Mais uma vez o Brasil mostra que iniciativas são geradas "das folhas para a raíz", ao invés de se começar pelo começo.
Os governantes ainda terão que sofrer para aprender que o caminho mais curto está nas comunidades e lideranças locais e não em seus gabinetes.
Richard James W. Robertson, MV
Sindicato Rural de Rio Verde-MS

PEREIRA BARRETO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 22/01/2003
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