Os produtores de leite de Minas Gerais estão mais otimistas depois do anúncio da inclusão do produto na Política de Garantia de Preços Mínimos. Pela determinação, o preço do excesso da produção, que ocorre no início da safra, será vendido, no mínimo, por R$ 0,32 o litro para os laticínios que receberem financiamentos para estocagem de produtos lácteos.
Segundo o assessor econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Márcio Carvalho, a cota determinada pela indústria ou cooperativa restringia a atividade do produtor, pois não compensava produzir além dela porque o leite em excesso tinha o valor depreciado.
Ele acrescenta que o custo de produção no Estado é de R$ 0,35 a R$ 0,45. "Durante a safra, esse custo diminui pois não há gastos com suplementação alimentar. Com o produtor sendo melhor remunerado pelo leite em excesso, crescerá a produção de leite em Minas e no País no próximo ano", acredita ele.
A indústria, conforme Carvalho, também vai lucrar com a inclusão do leite na PGPM. Os laticínios receberão financiamentos para estocagem de produtos lácteos e o financiamento será liberado mediante a comprovação do pagamento de R$ 0,32 pelo litro de leite produzido em excesso. Segundo Carvalho, 25% dos depósitos à vista em bancos no Brasil são destinados para o crédito rural e é desse fundo que será liberado o financiamento para a PGPM do leite.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Ana Paula Machado), adaptado por Equipe MilkPoint
PGPM deixa produtores mineiros mais otimistas
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