Pesquisas apontam benefícios do consumo do soro de leite

Publicado por: MilkPoint

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Pesquisas recentes conduzidas em universidades norte-americanas indicam que suplementos alimentares e produtos enriquecidos com derivados de soro de leite têm diversas aplicações para melhorar a saúde dos seres humanos, proporcionando maior força e melhor performance para atletas, suprindo adequadamente as necessidades de cálcio para evitar osteoporose e outras doenças e até prevenindo problemas cardiovasculares. Além de já ser bastante utilizado por praticantes de esportes que buscam melhor desempenho e recuperação física eficiente, testes em laboratório indicam que o cálcio proveniente de fontes lácteas podem ter o poder de regular a pressão arterial e reduzir o colesterol.

Esportistas

Um tendência iniciada nos Estados Unidos e que está se desenvolvendo rapidamente no Brasil é a crescente demanda por bebidas protéicas esportivas, bebidas nutricionais especiais e barras nutricionais e energéticas para otimizar o desempenho atlético. Boa parte desses produtos é formulada com proteínas de soro de leite, pois além de ser de fácil digestão e apresentar grande eficiência metabólica (são bem absorvidas pelo organismo), contém a mais alta concentração de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) dentre as fontes naturais de proteínas existentes (ver comparativo abaixo). Estes aminoácidos são absorvidos diretamente pelos músculos durante exercícios intensivos, ao invés de serem metabolizados pelo fígado, como ocorre com outros aminoácidos. Portanto, seu consumo relacionado à prática de exercícios, especialmente os mais intensos, auxilia na recuperação e retarda a fadiga.

Nenhuma proteína é 100% aproveitada pelo organismo, e as perdas de aminoácidos vão de 30% a 60%. Assim, é mais indicado consumir proteínas com melhor valor biológico do que elevar o consumo de proteínas, o que submete vários órgãos a estresse metabólico. No caso de esportistas, as proteínas ideais são as que oferecem bom equilíbrio entre aminoácidos essenciais e não-essenciais, abundantes aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) e baixos teores de gordura e colesterol. Por se enquadrarem nesses quesitos, os isolados de proteína de soro (WPI) são comumente empregados na nutrição esportiva, fornecendo energia rápida, aumentando o ganho de massa muscular e reparando o tecido muscular. Além disso, os WPI’s apresentam teor de lactose abaixo de 1% e seu sabor suave permite sua inclusão também em barras e sucos de frutas.

Teor de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR’s) das principais proteínas:

(Quantidade de AACR’s por 100 g de proteína)
WPI (isolados de proteína de soro): 26 g
Clara de ovo em pó: 22 g
Isolado de proteína do leite: 20 g
Isolado de proteína de soja: 17 g

Benefícios das proteínas de soro em nutrição esportiva:

- Alta qualidade e fácil digestão, fornecendo energia adicional e poupando a proteína endógena (que compõe os tecidos);

- Altos níveis de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) – leucina, isoleucina e valina;

- Altos níveis de arginina e lisina – o que pode estimular a liberação de hormônios de crescimento;

- Contém glutamina – para reabastecer os músculos com precursores de glicose (glicogênio) e prevenir o declínio no funcionamento do sistema imunológico por treinamento excessivo;

- Fonte de cálcio biodisponível (de fácil absorção) – reduz fraturas causadas por estresse.

Fonte/pesquisa: “Produtos de Soro dos EUA e Nutrição Esportiva”, por Dr. G.Pasin, Ph.D. (University of California-Davis, California, USA) e Dr. S. L.Miller, Ph.D. (National Dairy Council, Illinois, USA)

Saúde Cardiovascular

Um conjunto cada vez maior de evidências científicas revela que o soro de leite contém vários componentes bioativos que podem ter efeito positivo sobre a saúde cardiovascular, protegendo contra a hipertensão, inibindo a agregação plaquetária e diminuindo níveis de colesterol. Outros componentes do soro, como cálcio, magnésio, zinco, vitaminas do complexo B e certas frações lipídicas também atuam positivamente sobre estes problemas.

Portanto, os derivados de soro de leite tem um futuro promissor como componente de alimentos funcionais. Acompanhe:

Hipertensão

Os peptídeos de soro demonstram possuir atividade inibidora da enzima conversora de angiotensina (ECA) tanto in vitro quanto em experimentos com animais. Uma substância inibidora de ECA controla a pressão arterial por meio da dilatação dos vasos sanguíneos e seu efeito sobre o volume de sangue. Vários isolados de proteína de soro hidrolisados disponíveis em escala comercial apresentam atividade inibidora de ECA na faixa de 0,30 a 0,50 mg/ml.

Por exemplo, o peptídeo YP, presente no soro de um produto semelhante ao iogurte (L. helveticus), possui o índice de inibição de ECA de 720mM, contra o índice 0,006mM do Captopril, um conhecido medicamento comercial indicado para hipertensão. Há ainda outra vantagem. Os peptídeos derivados de alimentos são considerados mais suaves e mais seguros e acredita-se que apresentem menos efeitos colaterais do que os medicamentos usuais.

Agregação plaquetária

A trombose, definida como a formação ou presença de um coágulo de sangue em um vaso sanguíneo, é outro fator de risco de grande importância nas doenças cardiovasculares. Para que a agregação plaquetária (coágulo) ocorra, é necessária a fixação de uma proteína chamada fibrinogênio às plaquetas do sangue. Acredita-se que os peptídeos do leite inibem essa fixação às plaquetas. Pesquisas sobre o papel dos peptídeos derivados do soro de leite estão sendo realizadas para confirmar essa hipótese.

Colesterol

Estudos com animais também mostraram que as proteínas de soro reduzem os níveis de colesterol no sangue. Um estudo com ratos albinos mostra que leite integral e iogurte tradicional não surtem efeito na redução do colesterol, mas iogurte tradicional contendo soro concentrado com lactose hidrolisada e iogurtes fermentados com bifidobactérias possui este efeito redutor. Em outro estudo com ratos, comparando a proteína de soro versus caseína, a primeira reduziu a concentração de colesterol no soro sanguíneo em aproximadamente 35%.

Minerais e lipídios do soro

O soro de leite é fonte rica de cálcio, fósforo, magnésio e zinco, minerais conhecidos por seu envolvimento na regulação da pressão arterial, o que o torna um possível fortificador de produtos lácteos e outros alimentos no sentido de exercer impacto positivo sobre a saúde cardiovascular. Até hoje tem-se indicado a redução do consumo de sódio (sal) para regular a pressão, mas diversos estudos epidemiológicos avaliam que o consumo de cálcio abaixo dos níveis recomendados é mais prejudicial que o consumo excessivo de sódio.

Assim, a ingestão diária de 1.000 a 1.500 mg de cálcio por meio de uma combinação de alimentos lácteos com baixo teor de gordura ou suplementados com cálcio de origem láctea, como o soro de leite e seus derivados, passa a ser recomendável para diminuir o risco de hipertensão.

Quantidades recomendadas para o consumo de cálcio diário: Crianças 4 – 8 anos: 800 mg Pré-adolescentes e adolescentes: 1.300 mg Adultos 19 – 50 anos: 1.000 mg Adultos acima de 51 anos: 1.200 mg Fonte: Academia Americana de Ciências, EUA.

Fonte/pesquisa: “Componentes Bioativos de Soro e a Saúde Cardiovascular”, por Dr. W. James Harper, Ph.D. (The Ohio State University, Editor Colaborador), Dr. G. Miller, Ph.D. (Vice-Presidente Senior de Nutrição e Assuntos Científicos, National Diary Council, Editor) e Sharon K. Gerdes (SK Gerdes Consulting, Pensylvania)

Fonte: www.fispal.com, adaptado por Equipe MilkPoint
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