Pequena cooperativa de lácteos da Nova Zelândia pagará mais pelo leite que Fonterra

Publicado por: MilkPoint

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A pequena companhia de lácteos neozelandesa Tatua, localizada em Waikato, informou a seus produtores que a previsão de pagamento é de NZ$ 5 (US$ 2,79) por quilo de sólidos do leite - NZ$ 1,40 (US$ 0,78) a mais que a previsão mais otimista feita pela maior cooperativa de lácteos do país, a Fonterra.

Além disso, o pagamento da Tatua poderá ser ainda melhor do que esta previsão, segundo informou o presidente da cooperativa, Alan Frampton, aos 132 produtores de leite e acionistas, que disse que a melhor estimativa está em torno de NZ$ 5 a NZ$ 5,10 (US$ 2,79 a US$ 2,85) por quilo de sólidos do leite.

Frampton disse na semana passada que os diretores da Tatua acreditam que conseguirão manter a margem de pagamento maior do que a da Fonterra, como ocorreu no ano passado, quando a pequena empresa declarou um pagamento de NZ$ 6,77 (US$ 3,78) por quilo de sólidos do leite, contra os NZ$ 5,30 (US$ 2,96) pagos pela Fonterra.

A Fonterra reduziu sua previsão de pagamento para NZ$ 3,60 (US$ 2,01) no mês passado - a terceira redução em um ano, mostrando um valor bem menor do que os NZ$ 4,50 (US$ 2,51) previstos no ano passado. A Fonterra, uma cooperativa que controla mais de 95% do fornecimento de leite da Nova Zelândia, foi criada a partir de uma fusão industrial em outubro de 2001, afirmando que criaria riqueza aos produtores.

No entanto, apesar de os 12 mil produtores de leite que fornecem matéria-prima à Fonterra estarem insatisfeitos com a performance da companhia, comparando com a performance da Tatua, esta comparação não é válida. Isto porque pelo menos metade dos negócios da Fonterra está baseada em commodities lácteas, como queijos e manteiga, e sua previsão de baixos pagamentos pode ser atribuída à redução nos preços internacionais de commodities ocorrida no ano passado, bem como ao fortalecimento da taxa de câmbio do país, com relação ao dólar dos EUA. Enquanto a Tatua compartilha os efeitos da erosão da taxa de câmbio em sua performance, a cooperativa não vende leite em pó, queijo ou manteiga, vendendo, ao invés disso, produtos lácteos altamente especializados ao mercado neozelandês.

"Nossas caseínas e cremes vendidos à Fonterra estão sujeitos às flutuações dos preços de commodities, mas a proporção que temos fora deste mercado está aumentando, e isso nos capacita a manter uma margem mesmo que estejamos afetados pelo ciclo de preços de commodities", disse Frampton.

O número de produtores associados à Tatua tem caído levemente com a redução no número de propriedades, mas a produção de leite deverá atingir a marca de 10 milhões de quilos pela primeira vez, segundo Frampton. Os produtores localizados próximos à Tatua e que comercializam o leite junto à Fonterra acham que esta poderá ser uma chance da Tatua repensar a possibilidade de aceitar novos produtores - algo que, por enquanto, a cooperativa não quer.

Frampton diz: "O princípio é muito claro. Se, com maior número de produtores, tivermos aumento de retorno a todos os acionistas, esta possibilidade teria que ser seriamente considerada. Mas o princípio é que nós não devemos diluir os ganhos dos acionistas atuais".

Em 11/03/03 - 1 Dólar neozelandês = US$ 0,55943
1,78753 Dólar neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)


Fonte: Stuff.co.nz (por Andrea Fox), adaptado por Equipe MilkPoint
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