Pecuaristas pedem inclusão do soro na TEC

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Os produtores de leite estão pedindo ao governo federal para colocar o soro na lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC). Caso sejam atendidos, as tarifas de importação do produto para países que não pertencem ao Mercosul subirá de 15,5% para 27%.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL) enviaram um ofício ao ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. O governo pretende rever a lista de exceção da TEC durante este mês. Dos 100 produtos da lista, nove são lácteos: seis tipos de leite em pó e quatro tipos de queijo.

Os produtores ficaram alarmados com a forte alta registrada nas importações de soro. Apenas em maio, o Brasil bateu o recorde de importação do produto comprando 5,5 mil toneladas. Comparado às 2,8 mil toneladas importadas em maio de 2001, a alta é de 97,4%. No acumulado do ano o País já comprou 17,4 mil toneladas, um aumento de 25,2% em relação ao mesmo período de 2001.

Segundo o coordenador do Departamento Econômico da CBCL, Vicente Nogueira, as importações do soro vêm aumentando de forma constante desde 1995, quando o leite em pó e o queijo foram incluídos na lista de exceção do Mercosul. Em 1994 o Brasil comprou 5,6 mil toneladas de soro. No ano passado esse montante chegou a 37,4 mil toneladas.

Principais fornecedores

Os maiores fornecedores brasileiros de soro são os Estados Unidos e a União Européia. Em maio os norte-americanos venderam 2,48 mil toneladas ao Brasil, enquanto a UE contribuiu com outras 796 toneladas. "Esse soro de leite subsidiado está tomando espaço do leite do produtor brasileiro", diz o presidente da CBCL, Paulo Bernades. A cotação da tonelada de soro varia de US$ 350 a US$ 700, enquanto a tonelada de leite em pó custa em média U$$ 1,6 mil.

Para Nogueira, os baixos preços do soro no mercado internacional inviabilizam a produção interna. O soro é usado pela indústria de alimentos como ingrediente para bebidas lácteas e achocolatados. Além disso, a CBCL acredita que a entrada de soro facilita a adição ilegal do produto no leite em pó, no leite pasteurizado e no longa vida. Enquanto o leite possui 3% de proteína, o soro tem apenas 0,7%.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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Paulo R. L. Portilho
PAULO R. L. PORTILHO

SANTA BÁRBARA D'OESTE - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 23/07/2002

Acredito que este movimento seja bastante profícuo. Resta apenas esclarecer que:

1) Soro de leite também é utilizado como insumo na produção de suínos, e um aumento na tarifa de importação deste produto acarretará aumentos no custo de produção da cadeia suinícola. As importações de soro de leite para este proposito remontam a cerca de 7.000 t por ano.

2) Soro de leite a USD 350/t na realidade é permeato, subproduto da produção de WPC (proteína concentrada de soro).

3) Também é necessária a intensificação da fiscalização da entrada de leite em pó em sacarias de soro de leite, mesmo de países do Mercosul...
Jose Ronaldo
JOSE RONALDO

NITERÓI - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE

EM 23/07/2002

Este país não é sério mesmo. Importando comida para porcos para vender como leite para gente
Qual a sua dúvida hoje?