Os pecuaristas alagoanos defendem a ampliação do Programa do Leite em 100%, passando de seis mil para 12 mil litros diários, como forma de compensar a queda no preço e, principalmente, de sobrevivência do setor. Segundo o presidente da Federação da Agricultura no Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, o novo recuo no preço do leite, caindo de R$ 0,44 para R$ 0,40, desestimula o criador e desestrutura a cadeia produtiva.
Enquanto o valor dos insumos aumenta atrelado à alta do dólar, o preço do leite está desabando. "No período de 30 dias, o litro de leite vendido às indústrias a R$ 0,48 sofreu duas baixas. Na primeira, caiu R$ 0,04 passando a R$ 0,44 e agora caiu mais ainda, fechando a R$ 0,40", declarou. Essa diminuição de R$ 0,08 está deixando os produtores rurais atônitos, pois o custo da produção da região é bastante alto. Almeida acredita que esse difícil quadro possa ser amenizado com a interferência do Governo do Estado.
"Se o Estado aumentar a compra de leite, pode ajudar o pecuarista a manter o emprego no campo", informou. Cada produtor que fornece leite para o Programa de Leite do Estado destinado às famílias carentes recebe em média R$ 0,52. Esse valor ainda não é o ideal, mas dá para cobrir os custos e ainda sobra uma pequena margem de lucro.
Fonte: Tribuna de Alagoas (por Valdi Júnior), adaptado por Equipe MilkPoint
Pecuaristas alagoanos querem que Estado compre mais leite
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