Pecuária Leiteira Brasileira avalia estratégias de crescimento

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O preço pago pelo leite ao produtor em Santa Catarina apresentou uma queda na última semana, e a perspectiva é que essa baixa continue pelas próximas semanas. Segundo levantamento do Instituto de Economia e Planejamento Agrícola do Estado (Icepa/SC), o preço do litro de leite colocado na plataforma da indústria - que nos últimos 12 meses oscilou entre R$ 0,30 e R$ 0,33 - caiu na semana passada para R$ 0,29 em Joaçaba, onde a cotação esteve mais alta, e foi a R$ 0,22 em Canoinhas, que apresentou o preço mais baixo. Já o preço do leite recolhido na propriedade varia de R$ 0,27, em Joaçaba, a R$ 0,20, em Canoinhas. Essas quedas estão sendo vistas pela indústria catarinense como a grande alternativa para a manutenção das linhas de produção e garantia da rentabilidade.

A redução dos preços do leite em Santa Catarina tem dois motivos principais, segundo o analista de mercado do Icepa, Tabajara Marcondes. Um deles é o aumento da oferta nesse início de safra. O outro é a redução da produção em muitas indústrias do País, devido à crise energética, que faz com que o excedente da produção leiteira dos outros estados, como Paraná, São Paulo e Goiás, seja enviado para Santa Catarina, aumentando ainda mais a oferta nesse mercado.

Segundo Walter Hoeschel Neto, secretário executivo do Sindicato das Indústrias Beneficiadoras de Leite (Sindileite) e diretor do laticínio Lactoplasa de Lages (SC), os laticínios tiveram que baixar em cerca de 20% os preços do leite no varejo, devido a um excesso de produção vinda de outros estados e ao início da safra em Goiás - que ocorreu mais cedo este ano. Apesar disso, a indústria está comprando insumos com preços reajustados. Sendo assim, Hoeschel disse que esse recuo nos preços pagos ao produtor é a grande saída para a indústria leiteira catarinense não operar no vermelho este ano.

Segundo Hoeschel, o preço da matéria-prima para a confecção das embalagens do leite apresentaram alta. "A matéria-prima para a confecção dos sacos, que é o filme plástico, subiu 7% nos últimos meses. Já as embalagens para o leite longa vida tiveram um reajuste de 3,5% e as caixas de papelão em que embalamos os produtos para a distribuição final aumentaram 17%." Segundo ele, se os preços pagos ao produtor não tivessem retração, a indústria estava fadada a quebrar neste ano. "O mercado exige que os preços caiam", complementa. Caso os preços voltem a subir, a única saída para a indústria brasileira é voltar-se para as exportações.

Santa Catarina registrou uma produção média de 2,5 milhões de litros por mês em 2000. Entretanto, a perspectiva é de um aumento da produção nesta safra, devido à melhora nas pastagens.

fonte: Assessoria de Comunicação CEPEA/USP, adaptado por Equipe MilkPoint
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