Ciência, genética e leite A2 impulsionam nova era da pecuária leiteira no Ceará

O avanço da pecuária bovina no Ceará reflete o investimento crescente em tecnologia, melhoramento genético e formação especializada.

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O Ceará avança na pecuária bovina com investimentos em tecnologia e formação. Em Maranguape, o Centro de Formação Agropecuária (CFA) será criado para atender alunos de medicina veterinária. Em Quixadá, a Fazenda Gentilândia está construindo uma usina para laticínios finos, enquanto o programa Leite do Futuro, no IFCE em Boa Viagem, monitora a produção leiteira e promove o mapeamento genético de vacas A2A2, visando atender escolas e hospitais.
O avanço da pecuária bovina no Ceará reflete o investimento crescente em tecnologia, melhoramento genético e formação especializada. Em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, o médico veterinário Kolowyskys Dantas, presidente da Associação Brasileira de Buiatria, lidera a criação do Centro de Formação Agropecuária (CFA). O empreendimento contará com laboratórios de inseminação artificial e estrutura acadêmica voltada aos alunos de mais de 20 faculdades de medicina veterinária do estado.

Ciência, genética e leite A2 impulsionam nova era da pecuária leiteira no Ceará

Foto: Davi Rocha

A consultoria científica também impulsiona novos negócios na cadeia produtiva. Em Quixadá, a Fazenda Gentilândia iniciou a construção de uma usina voltada à fabricação de laticínios finos e queijos de alto valor agregado. Idealizado pelo empresário Gentil Linhares e com assessoria técnica de Dantas, o projeto adquiriu um rebanho da raça Girolando de alta linhagem do produtor Cristiano Maia, com previsão de estrear no mercado a partir do próximo ano.

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Paralelamente, o Sertão Central sedia o programa Leite do Futuro, sediado no campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Boa Viagem. Coordenada pelo zootecnista João Paulo do Rego, a plataforma promove o monitoramento, a rastreabilidade e a gestão de dados de mais de 100 tanques de resfriamento, atendendo cerca de 500 produtores leiteiros da região.

O diferencial do projeto é o mapeamento genético para a identificação de vacas A2A2, matrizes selecionadas que produzem leite contendo exclusivamente a proteína beta-caseína A2, indicado para pessoas com sensibilidade ao leite convencional. Com atuação em Boa Viagem, Senador Pompeu e Madalena, a iniciativa fez de Boa Viagem o primeiro município do país a genotipar o rebanho de pequenos produtores para a produção do leite A2, com a meta de inserir o alimento em creches, escolas e hospitais da rede pública.

As informações são do Diário do Nordeste, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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