Depois de implantar a primeira Gelateria Parmalat (sorveteria) no mundo, há seis anos, em São Paulo, a multinacional italiana agora cria em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, um novo conceito do negócio. Inaugurada oficialmente ontem, a unidade Padre Chagas, em Porto Alegre, terá serviços diferenciados, como cafeteria e chocolataria. Além de novidades no atendimento, a unidade representa a largada no projeto de expansão desse segmento da Parmalat por franquias.
Com investimento de R$ 200 mil, a loja de 80 metros quadrados é resultado de parceria da empresa com o empresário gaúcho Ricardo Quadrado. Fora a opção de atendimento nas próprias mesas, a loja também terá mais variedade no cardápio, com cafés, biscoitos e chocolates italianos, todos produtos Parmalat.
O gerente corporativo da Parmalat, Marcelo Negrão, responsável pela operação das gelaterias, aposta no retorno dos recursos investidos em até 18 meses. "O segmento representa cerca de 1% de nosso faturamento global no Brasil. Mas o que pode parecer pouco em desempenho é gigantesco em termos de imagem", explicou Negrão, confiante em receber diversas propostas de empresários interessados no projeto na inauguração da loja.
Conforme o gerente corporativo da Parmalat, a meta da empresa é abrir 50 novos pontos por ano até o final de 2004. Até então, com exceção das três gelaterias operacionalizadas por Ricardo Quadrado na capital gaúcha nos shoppings Iguatemi, Praia de Belas e na Padre Chagas, todas as 27 unidades em funcionamento no País são investimentos diretos da empresa, que contabilizou crescimento de 11% no segmento no ano passado, em comparação com 2000. O pontapé inicial para a expansão de uma rede de franquias foi a separação da infra-estrutura de fabricação do sorvete do ponto de venda.
Negrão lembrou que o conceito italiano de gelateria, adotado pela Parmalat, é baseado justamente no diferencial de elaboração artesanal do sorvete, preparado em pequenas quantidades para consumo diário. Entretanto, o investimento nos "laboratórios", como é chamada a produção, encarece os projetos, dificultando a expansão por franquias. "Chegamos a investir R$ 1 milhão em algumas de nossas unidades, devido à fabricação. Sem a produção, com R$ 200 mil é possível abrir um ponto como o da Padre Chagas", completou Marcelo Negrão, lembrando que as gelaterias foram implantadas como ferramenta de marketing, para aproximar a Parmalat do consumidor final.
Sem abandonar o processo artesanal de produção, a empresa ficará responsável apenas pelos "laboratórios", enquanto os franqueados investem nas lojas. Cada pequena fábrica, como a implantada há três meses no bairro Passo D'Areia, em Porto Alegre, deve abastecer até quatro gelaterias. Ainda este ano, a Parmalat pretende inaugurar outros seis pontos de fabricação no País, mantendo-se exclusivamente no mercado de sorvetes artesanais, que representa apenas 2,5% da produção nacional.
À frente das três primeiras franquias da gelateria no País, Ricardo Quadrado pretende abrir mais duas lojas ainda este ano, possivelmente em Gramado e Novo Hamburgo. Fechada há cinco meses, devido à reformulação do projeto, a unidade do Iguatemi deve ser reinaugurada neste semestre, porém em outro ponto do shopping, adiantou o empresário.
Fonte: Zero Hora/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
Parmalat estréia novo projeto de gelaterias em Porto Alegre
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