O parlamento da Nova Zelândia aprovou hoje uma lei que permitiu a fusão entre as duas maiores companhias processadoras de lácteos do país - Kiwi Cooperatives e New Zealand Dairy Group (NZDG), juntamente com a New Zealand Dairy Board - que mantém o monopólio de exportações de lácteos - habilitando a nova cooperativa de US$ 4,5 bilhões.
Segundo Jim Sutton, ministro da Agricultura neozelandês, a aprovação da Dairy Industry Reestructuring Bill foi o último obstáculo resolvido no setor legislativo que havia para a formação da Fonterra Co-operative Dairies. "Enquanto esta legislação não estava resolvida, a indústria estava ainda em clima de suspense, não obtendo plena credibilidade no mercado."
A Fonterra deverá estar efetivamente funcional no dia 1 de outubro, e operará em 120 países, empregará 20 mil pessoas e ganhará mais de 20% da receita da Nova Zelândia com exportações, gerando 7% do Produto Interno Bruto neozelandês.
Esta megacooperativa foi formada com o objetivo de competir com companhias que detêm grande participação no mercado mundial, como a Kraft Foods - unidade da Philip Morris, Nestlé e Parmalat. A nova companhia terá também uma participação no mercado de lácteos da Austrália, incluindo 18% das ações da National Foods, 1 quarto das ações da Bonlac Foods e 80% da companhia de alimentos australiana, Peters & Brownes.
Fonte: Reuters, adaptado por Equipe MilkPoint
Parlamento neozelandês aprovou hoje a megafusão no setor de lácteos
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