Paraná também comemora inclusão do leite na PGPM

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A inclusão do leite na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) foi bem recebida pelos produtores do Paraná. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura (Faep), Ronei Volpi, disse que esta era uma das soluções mais esperadas. Para ele, a medida representa "um seguro e uma reserva em época de excesso de produção".

O leite volta a ter preço referência depois de 15 anos. A proteção alcança subprodutos como os leites em pó e longa vida, a manteiga e o queijo. O preço-referência foi fixado em R$ 0,32 por litro. No momento, o Paraná está com a oferta ajustada.

Para o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite) a medida é importante porque garante uma estabilidade de preço ao produtor e, podendo ser estocado, vai permitir aguardar o melhor momento para a venda ou ainda ter seus excedentes transformados em leite em pó.

Fonte: Gazeta do Paraná (por Rodney Caetano), adaptado por Equipe MilkPoint
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Marcos A. Macêdo
MARCOS A. MACÊDO

PIUMHI - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/01/2003

Analisando a resposta do Sr. Renato S. Machado, de 06/01/2003, é coerente a sua controvérsia no que acreditamos tratar de um avanço para a indústria de leite. Deveria refletir na política para a cadeia primária produtora de leite. Garantir uma estabilidade do preço do leite para o produtor, abaixo dos seus custos de produção, o que no mínimo garante é a certeza da falência do produtor. É preciso que sejam reforçadas as associações, repensadas as políticas do sistema cooperativo brasileiro, com uma fiscalização e acompanhamento de um conselho fiscal técnico, que façam auditorias independentes para garantir a saúde do sistema de gestão das cooperativas. Que tenha uma lei de responsabilidade, que exija e puna com severidade as administrações fraudulentas ou duvidosas, ou permita a destituição da Diretoria por condução inadequada dos negócios, antes de quebrar todo o sistema da associação cooperativa. E que esta cooperativa não seja paternalista, nem tendenciosa, favorecendo pequenos grupos de associados em detrimento do número maior de cooperados. Seja dirigida por homens com perfil de administradores e empreendedores, saiba analisar os resultados dos negócios.

Cooperativas que sejam administradas por profissionais, com conselhos administrativos assessorados de profissionais ou instituições que façam auditorias em períodos curtos, evitando os famosos remanejamentos dos números, mascarando o resultado das operações. Afinal, é necessário repensar o sistema de administração e restaurar o sistema de credibilidade do sistema cooperativista do Brasil. E que o associado possa usufruir da força que este sistema é capaz de conferir, evitando sua submissão aos grandes grupos de industrialização de leite no país, possibilitando, desta maneira, o crescimento da produtividade leiteira do país.

As rações e insumos são cotados em dólares, e o leite cotado em nossa moeda e, ainda, correndo o risco de sofrer a pressão do preço do mercado internacional, com as importações dos leites em pó dos países Europeus e do nosso vizinho do Mercosul, que têm uma fórmula inteligente de subsidiar ou de ludibriar os mecanismos internacionais e câmaras de comércio em nome do liberalismo economico mundial. Precisamos de políticas sérias, precisamos reforçar as associações de classe e lutar em busca de uma pecuária leiteira do quilate de criatividade e disposição de luta e trabalho do nosso produtor, mas reforçada pelas novas técnicas de administração que o mundo dos negócios exige, sob pena de pagar com a vida do próprio negócio. Buscar alternativas e chegar ao consumidor com redes adequadas de distribuição, uma cadeia enxuta, informatizada, com ferramentas de gestão adequadas, que possibilite apurar resultados e corrigir os caminhos.

Temos fazendas e granjas agropecuárias produzindo a preços competitivos Longa vida. Vamos utilizar das tecnologias disponíveis e comercializar mais opções de leites com sabor de chocoplates, bebidas lácteas, ou seja, comercializar este leite por um preço mais justo.

Acredito na capacidade de criatividade do povo brasileiro em transformar esta grande extensão territorial no aliado maior, com produções regionalizadas na cadeia de leites e derivados, fazendo com que os lucros sejam distribuídos de forma mais justa, compensando a capacidade de investir e de trabalhar de maneira adequada com os recursos tecnológicos disponíveis, transformando em potencial a produção de leites e derivados aos mesmos resultados que são conseguidos na produção vinícola e de queijos regionais da frança, Suiça, Alemanha. Temos exemplos deste início de trabalho com a produção de leites A, B, UHT nas granjas no interior de S.Paulo / Minas. Vamos trabalhar e acreditar, que ainda mudamos este estigma de extrativismo na produção de leite que sempre marcou a história da pecuária do nosso Brasil.
Renato S. Machado Pompéu-Mg
RENATO S. MACHADO POMPÉU-MG

POMPÉU - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 29/12/2002

Comemoração pelo preço mínimo de 0,32 por litro. Esta notícia tem se repetido nesta coluna nos últimos meses. Gostaria de saber porquê eu não comungo desta idéia?

Será porque eu estou recebendo 0,45 e isto está abaixo do mínimo para movimentar minha fazeda, ou porque estou pagando 0,58 pelo kg de uma ração concentrada ?

Esta PGPM está morta na sua raiz, pois, desde quando este valor começou a ser discutido, ele já era insuficiente para remunerar o produtor, visto que o ano de 2001, que foi considerado o ano negro da pecuária de leite, teve cotações semelhantes a estas e ninguém ficou satisfeito.

Vamos parar de demagogia e reclamar que este preço tem que ser um valor relacionado aos nossos insumos e não um decreto baixado pelo governo.
Como diz uma apresentadora da TV. Acorda menina!!!!!!
Qual a sua dúvida hoje?