Paraná: laticínio comunitário vai pasteurizar leite de rua

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O laticínio comunitário que vai pasteurizar os quase cinco mil litros de leite vendidos diariamente nas ruas de Umuarama, no Paraná, começa a funcionar no próximo mês. Com a empresa comunitária, construída em parceria entre o governo do Estado, prefeitura e a Associação dos Produtores e Entregadores de Leite de Umuarama, o município espera resolver definitivamente o problema da venda de leite cru na cidade.

Estima-se que metade do leite consumido seja vendido diretamente ao consumidor por pequenos produtores ou intermediários. A maior parte é transportada em tambores sem refrigeração e entregue em garrafas de refrigerante. Depois que o laticínio entrar em funcionamento, os leiteiros só poderão vender leite pasteurizado, embalado e transportado em carretas com isolante térmico.

A prefeitura começou a combater a venda de leite cru em 95, quando 70% das amostras coletadas e analisadas pela Universidade Paranaense (Unipar) apresentaram algum tipo de contaminação. Além de coliformes fecais, resultado da coleta, transporte e manipulação sem normas de higiene, algumas amostras também apresentaram mastite (infecção do ubre da vaca), colostro (leite produzido logo após o parto) e adição de água.

O primeiro passo foi cadastrar os produtores e orientá-los sobre o controle sanitário dos animais e a higiene na coleta. Como os vendedores não aceitavam pasteurizar o leite nos laticínios alegando que ficava muito caro, a saída foi construir uma usina comunitária. O prédio, com 160 metros quadrados de área construída, está pronto. Esta semana, a associação recebeu uma câmara fria com capacidade para estocar até quatro mil litros de leite, um kit banco de gelo e uma embaladeira que tem capacidade para empacotar até mil litros por hora.

Foram gastos R$ 110 mil na construção do laticínio, que começa com capacidade para pasteurizar e embalar até seis mil litros diários, e que será ampliada futuramente para 15 mil litros/dia. A usina terá um laboratório para análise da qualidade do leite, que sairá com carimbo de inspeção da Vigilância Sanitária e da Secretaria da Agricultura. Os 63 produtores e entregadores que integram a associação serão responsáveis pela administração do laticínio.

Fonte: Folha de Londrina (por Vânia Moreira), adaptado por Equipe MilkPoint
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