Uma pequena e talvez temporária tendência de alta nos preços internacionais de leite em pó poderá romper a tendência de baixa de 14 meses. Os preços da manteiga e da caseína estão estáveis, mas o preço do queijo cheddar caiu para US$ 25 a tonelada. A previsão permanece fraca e os subsídios de fabricação da caseína da União Européia (UE) subiram outros US$ 300 por tonelada para equilibrar o fortalecimento do euro.
Com os Estados Unidos ainda por anunciar seu novo programa de subsídios à exportação, há uma escassez temporária de leite em pó desnatado, apesar dos grandes estoques dos EUA e da UE. O período de férias no Hemisfério Norte chegou ao final em agosto e isso provavelmente marcará uma nova rodada de aumentos nos subsídios.
Os estoques da maior cooperativa de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, estão mais baixos do que no mesmo período do ano passado, mas as previsões não são das melhores, segundo a Agri-Fax.
As mudanças de preços nos EUA estão muito mais pronunciadas nos preços do queijo cheddar, que apresentaram um aumento de mais de 10% na semana passada. Entretanto, os preços da manteiga de alta qualidade apresentaram um aumento de menos de 1%.
Os programas de Governo, tanto dos EUA como da UE, permanecem mantendo seu foco no mercado. Nos EUA, ainda não foi feito nenhum anúncio com relação ao Programa de Incentivo às Exportações de Lácteos (DEIP). Outra área de interesse nos EUA é uma possível substituição nos programas do Governo a fim de reduzir os crescentes estoques de leite em pó através do decréscimo das compras deste produto e do aumento das compras de manteiga.
Na Europa, enquanto vêm ocorrendo novos anúncios de restituições adicionais, o leve enfraquecimento do euro contra o dólar norte-americano (queda de cerca de 2% na semana passada) tenderá a reduzir a pressão para o aumento dos subsídios de exportação futuramente. A intervenção estatal na UE permanece aberta - com alguns especialistas esperando que os níveis de intervenção subirão futuramente dos níveis atuais, de 133 mil toneladas, para possivelmente 150-160 mil toneladas até o final do mês. Ambas as estimativas são altas dada a atual taxa de entrada de cerca de 12 mil toneladas por mês.
Com relação à Europa Oriental e à Rússia, as indicações são de que a última estação produtiva foi maior do que tinha sido antecipado. Com a lenta demanda internacional e com o aumento da produção, a previsão é de que os produtos importados estejam diante de uma forte competição doméstica nessas regiões, particularmente na Rússia.
Finalmente, há relatórios do Quênia que informaram que o leite em pó importado da Nova Zelândia retornou porque o produto foi declarado como inadequado para o consumo. Não foi divulgado nenhum detalhe sobre a possível contaminação deste produto. O volume envolvido neste acontecimento é pequeno, mas constitui quase a quantidade total recentemente importada pelo Quênia.
Relatório realizado pelo professor W. Bailey, da cadeira de Agribusiness da Universidade de Massey, Nova Zelândia.
Fonte: Fencepost.com Ltd., adaptado por Equipe MilkPoint
Panorama do setor de lácteos nos principais mercados mundiais
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