Genética brasileira chega ao Equador com 111 bovinos

Operação especial embarca 111 bovinos Gir Leiteiro de Uberaba (MG) para o Equador, fortalecendo o melhoramento genético e a produtividade da pecuária local.

Publicado por: MilkPoint

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Uma operação no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), embarcou 111 bovinos da raça Gir Leiteiro para o Equador, visando o melhoramento genético do rebanho local. Os animais, provenientes de Uberaba (MG), foram adquiridos por produtores equatorianos e passaram por rigorosos protocolos de saúde e bem-estar antes do embarque. A operação foi conduzida pela AlvoAgro, que destaca a importância da genética brasileira na pecuária leiteira.

Uma operação especial, que garantiu o embarque de 111 bovinos de raça com destino ao Equador, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), foi concluída nesta segunda-feira (11/8). O lote, formado majoritariamente por exemplares da raça Gir Leiteiro, vai contribuir para o melhoramento genético do rebanho equatoriano. Os bovinos já desembarcaram em Quito e seguirão para propriedades rurais no país.

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Os bovinos, provenientes de criadores da região de Uberaba (MG), foram adquiridos por produtores e por projetos de parceria público-privada do Equador, com o objetivo de melhorar a genética do rebanho leiteiro do país. Conhecida por sua adaptação a climas quentes e úmidos, a raça Gir, quando cruzada com Holandesa ou Jersey, gera animais de alta produtividade e resistência, aumentando a eficiência da pecuária leiteira.

A operação foi conduzida pela AlvoAgro, especializada na exportação de animais vivos, que ressalta a importância da genética brasileira para o mercado externo e o impacto positivo no desempenho do rebanho leiteiro equatoriano. Segundo Marcelo Eduardo Guandalini, proprietário da AlvoAgro, as negociações para a exportação dos bovinos começaram há mais de um ano.

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De acordo com o auditor fiscal federal agropecuário André Marcondes, que é médico veterinário e atua no Aeroporto de Viracopos, a preparação para a exportação começou meses antes do embarque, com seleção criteriosa dos animais e quarentena em propriedade aprovada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela pasta similar no Equador. Nesse período, foram realizados exames para detecção de doenças e tratamento contra parasitas, seguindo protocolos do país importador.

A inspeção de saúde dos animais e a emissão do Certificado Zoosanitário Internacional ficaram a cargo dos auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) de Viracopos. O documento é uma exigência que deve ser cumprida antes do embarque.

“Tão importante quanto os protocolos sanitários são os cuidados com o bem-estar animal. Nessa operação, cada detalhe é cuidadosamente pensado e planejado para reduzir ao máximo o estresse dos animais. Desde a definição do trajeto dos caminhões, o horário de saída da propriedade, o horário da chegada deles ao aeroporto, o tempo de descanso no Terminal de Carga Viva até o embarque nas baias de viagem. Tudo é pensado levando em conta o bem-estar animal”, afirmou o médico veterinário responsável pela fiscalização.

As informações são do Globo Rural.

 

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