A produção de leite na Oceania continua crescendo nesta estação do ano. Na Nova Zelândia, os volumes são superiores aos observados nas semanas anteriores. As previsões feitas são muito boas, e as chuvas ocorridas recentemente vieram a contribuir, reduzindo o receio de falta de umidade que existia no setor.
A Austrália está iniciando seu período produtivo, e ainda existem poucas informações sobre o volume produzido.
As projeções em ambos os países são positivas com relação ao volume de leite. Apesar de esses dois países permanecerem exportando leite, até o momento não foi informado interesse adicional de novos compradores desse produto.
Há um temor neste momento de que os problemas, tanto políticos como econômicos, que assolam o mundo atualmente venham a repercutir negativamente na atividade.
No momento, o queijo é o produto de maior demanda neste continente. O mercado de queijos do tipo cheddar mantém-se estável, com previsões de estabilidade durante esta estação.
O mercado de manteiga mantém-se igualmente estável, embora os preços estejam apresentando uma baixa. A produção está cobrindo a demanda atual. Segundo produtores, a disponibilidade de manteiga neste mercado está baixa. Até o momento, o interesse de compra desse produto está reduzido.
Já o mercado de leite em pó desnatado encontra-se instável. Os preços apresentam-se em baixa, com possibilidades de continuarem caindo. Atualmente, os estoques são suficientes para cobrir a demanda. O cenário atual é de pouco interesse de compra em todo o mundo, com previsões de aumento de produção em outros mercados, aumentando a disponibilidade do produto no mercado, sem, no entanto, aumentar sua demanda, o que pode reduzir seu preço.
O mercado de leite em pó integral igualmente apresenta-se instável, com tendências de baixa. A produção segue crescendo, e os estoques, também. Para este produto, há também pouco interesse de compra.
Europa
A produção de leite na Europa segue caindo nesta estação, apesar de alguns informativos indicarem que houve um certo fortalecimento nesta produção em alguns países europeus. Isso fez com que houvesse algum volume de leite relativamente disponível neste mercado. Até o momento, a maioria deste leite extra está sendo destinado à elaboração de queijos, e, em menor escala, de leite em pó e manteiga.
O aumento dos estoques de leite no continente europeu é devido principalmente à grande produção ocorrida no final do período produtivo, bem como às baixas vendas do produto. Segundo informações, o interesse de compra, tanto no mercado interno da Europa, como externamente, está muito fraco, e a previsão é de que este cenário permaneça até o final do ano. No entanto, há previsão de melhoria nesta demanda no primeiro trimestre de 2002.
Os preços encontram-se, em geral, em baixa, e, em alguns casos, houve queda significativa. Atualmente os preços mais baixos dos produtos lácteos não estão sendo suficientes para estimular a demanda.
A crise econômica mundial é a principal causa citada pelos analistas do setor pela queda nos preços. Alguns comerciantes europeus acreditam que houve uma queda do consumo de produtos frescos – incluindo os lácteos, o que contribui para a crise.
O mercado europeu de manteiga apresenta-se bastante fraco. Os preços estão com uma tendência de baixa, e os analistas do setor informam que a demanda interna e externa está igualmente em baixa. Os estoques de manteiga são suficientes para cobrir a demanda interna, sobrando um pouco de produto disponível para o mercado externo. O alto volume de produção para esta época combinado a uma baixa na demanda de queijos está fazendo com que parte do volume que antes era usado no processamento de queijos seja usado na produção de manteiga e leite em pó.
O mercado de leite em pó desnatado também está fraco, com os preços em baixa. Os estoques são adequados para abastecer as necessidades internacionais, mas estão em excesso com relação à demanda interna. O mesmo oberva-se no mercado de leite em pó integral, ou seja, preços baixos e baixa demanda.

Fonte: Infortambo, baseado em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), adaptado por Equipe MilkPoint