Novo estudo sugere que ingestão de produtos lácteos por adolescentes grávidas afeta comprimento dos ossos do feto

Publicado por: MilkPoint

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Adolescentes americanas grávidas, de origem africana, que não consumiram produtos lácteos suficientes em sua dieta, podem prejudicar o desenvolvimento ósseo de seus bebes, segundo sugere um novo estudo.

Pesquisadores de Baltimore, Estados Unidos, descobriram que o crescimento ósseo do feto se mostrou menos desenvolvido em adolescentes grávidas que consumiam menos que suas porções de produtos lácteos por dia, comparado com aquelas que consumiam mais de três porções por dia. Os resultados da pesquisa estão publicados na edição de maio do periódico American Journal of Clinical Nutrition.

"Os médicos precisam aconselhar as adolescentes sobre a ingestão ótima de nutrientes durante a gravidez, para se certificar de que estão consumindo os níveis recomendados de cálcio", disse a autora do estudo, pesquisadora do Centro de Nutrição Humana da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, Kimberly O'Brien.

Muitas adolescentes não consomem a quantidade suficiente de cálcio, crucial para a saúde dos ossos, em suas dietas. Quando a garota engravida, ela e seu feto precisarão competir pelo cálcio que está disponível. "Há esta competição maternal-fetal. Nós estávamos interessados em ver se isto gera impacto no crescimento do feto".

Para investigar isso, os pesquisadores estudaram 350 garotas americanas de origem africada de 17 anos de idade ou menos que receberam cuidados pré-natais entre 1990 e 2000 em uma clínica de Baltimore. As dietas das adolescentes foram observadas por um nutricionista, que estimou sua ingestão de cálcio baseado nas porções diárias de produtos lácteos.

As adolescentes também tiveram seus fetos analisados quando estavam com 20 a 34 semanas de gravidez, sendo medido o comprimento do fêmur fetal, o osso mais comprido do corpo, bem como outros marcadores de desenvolvimento fetal.

Os resultados não surpreenderam e mostraram que a maioria das garotas não obteve a quantidade recomendada diária de cálcio, de 1300 miligramas, para todos os adolescentes. Além disso, os resultados mostraram que o comprimento fetal do fêmur foi mais curto entre as adolescentes que tiveram menor ingestão de cálcio - menos que duas porções por dia - do que entre as garotas que consumiram pelo menos três porções de cálcio por dia. "A ingestão de produtos lácteos foi significativamente associada com o comprimento fetal do fêmur", disse ela.

A relação persistiu quando outros fatores, como altura e peso da mãe, foram levados em consideração. Os pesquisadores também descobriram que as adolescentes que tiveram uma maior ingestão diária tenderam a ter uma melhor dieta, de forma geral, com maiores quantidades de proteína, vitamina A e ferro - apesar de nenhum destes outros nutrientes estarem associados com mudança no comprimento fetal do fêmur.

O'Brien e sua equipe não procuraram as adolescentes para ver se as diferenças no comprimento do fêmur persistiram ao nascimento e depois. "Uma coisa interessante seria observar o comprimento da criança ao nascimento".

Entretanto, ela disse que pesquisas anteriores mostraram que o desenvolvimento fetal está relacionado com a saúde em longo prazo. "O fornecimento de nutrientes pode ter conseqüências em doenças crônicas mais tarde na vida".

Além disso, as mães adolescentes com inadequada ingestão de cálcio podem ter problemas com sua própria saúde dos ossos em longo prazo.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, publicado em Reuters Health (por Melissa Schorr), adaptado por Equipe MilkPoint
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