Nova Zelândia busca intercâmbio tecnológico e estreitamento das relações comerciais com o Brasil

Publicado por: MilkPoint

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Uma missão de empresários da Nova Zelândia, liderada pelo ministro da Agricultura, Jim Sutton, encontra-se no Brasil em busca de intercâmbio tecnológico e de estreitamento das relações comerciais, em meio às negociações multilateriais de comércio. Ambos os países fazem parte do Grupo de Cairns, formado por países em desenvolvimento interessados em reduzir as barreiras tarifárias internacionais.

"Existe uma proposta preliminar, a ser consolidada, em setembro, durante um encontro no Uruguai, para ser apresentada na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em novembro, em Catar", afirma Sutton, que amanhã terá um encontro com o ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, em Brasília, para discutir uma agenda comum.

Na Nova Zelândia, 90% da produção agropecuária é exportada - 20% de produtos lácteos, 16% de carne e derivados, 12% de produtos florestais e 7% de frutas. O setor representa dois terços dos embarques e 7% do PIB.

Apesar do recente fracasso da compra da Vigor pela New Zealand Dairy Board (NZDB), Sutton não descarta a possibilidade de negócios entre indústrias da Nova Zelândia e do Brasil no setor agropecuário. O ministro disse que seu país pretende procurar parceiros estratégicos mundo afora. "Procuramos oportunidades em outros países." Sutton já visitou a Argentina e o Chile.

A Nova Zelândia era um dos principais fornecedores de produtos lácteos para o Brasil, que reduziu suas importações este ano. Porém, a volta ao mercado brasileiro pode ocorrer por outra porta, a da tecnologia. Ontem, a Lincoln University, de Christchurch, na Nova Zelândia, firmou convênio com a Universidade de Viçosa (MG) de intercâmbio de professores e técnicas. A genética neozelandesa já é testada pela Universidade de Uberaba, diante da predominância de animais acostumados com pastagens no país, bem como no Brasil. "A vaca holandesa de origem européia ou americana pesa 800 quilos, enquanto o animal da mesma raça desenvolvido na Nova Zelândia pesa 450 quilos", afirma Eduardo Palmério, diretor da fazenda-escola da Universidade de Uberaba. Com menor peso, a vaca neozelandesa apresenta melhor adaptação aos pastos e menos problemas de saúde.

fonte: Gazeta Mercantil (por Ellen Cordeiro), adaptado por Equipe MilkPoint
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