Continua o impasse entre a Nestlé e os produtores goianos de leite. A solicitação do cancelamento dos benefícios fiscais concedidos à multinacional, por não assinar contratos de compra e venda de leite com seus fornecedores no Estado, será analisada apenas no final do mês. Ontem (22), os membros do Conselho Deliberativo do Fomentar se reuniram para apreciar o pedido da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), mas a decisão foi adiada.
Se a empresa não mudar sua posição, o Conselho voltará a se reunir no dia 30 para decidir se revogará os benefícios. Caso isso ocorra, o laticínio terá que pagar integralmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e não apenas 30%, como faz atualmente.
Os representantes da Nestlé voltaram a insistir na posição de que já têm suas próprias normas. O gerente de Assuntos Públicos da empresa, Pedro Simão, disse que, sempre no dia 15 de cada mês, os produtores são informados do preço que receberão pelo leite entregue no mês subseqüente, o que teoricamente dispensaria o contrato formal. Por outro lado, os membros do Conselho Deliberativo do Fomentar insistiram no cumprimento da resolução.
Dos três milhões de litros de leite produzidos diariamente em Goiás, a Nestlé adquire 600 mil.
Fonte: Diário da Manhã/GO (por Lúcia Monteiro), adaptado por Equipe MilkPoint
Nestlé mantêm posição de não assinar contratos com produtores de leite goianos
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