Nestlé é a empresa do ano no ranking Melhores e Maiores

Publicado por: MilkPoint

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A Nestlé é a empresa do ano no ranking Melhores e Maiores 2002 promovido pela revista Exame. A escolha de uma das maiores indústrias de alimentos do País ocorreu por causa do seu desempenho em um ano economicamente difícil. A Nestlé começou o ano passado com pesados investimentos para retomar a liderança de mercado nas 12 áreas em que atua. De janeiro a dezembro de 2001 a companhia, que está há pouco mais de um ano sob comando do economista Ivan Fábio Zurita, registrou um aumento real de 5% em suas vendas (US$ 2,51 bilhões) e contabilizou um lucro líquido de US$ 79,5 milhões.

Um dos principais motivos para a escolha foi o desempenho que a multinacional obteve no que se refere à rentabilidade sobre o patrimônio, índice que chegou a 20,1%. O valor é seis vezes superior à média de 3,2% obtida pelas 500 maiores empresas brasileiras.

Para atingir este resultado a companhia de alimentos reestruturou sua área de marketing e vendas, tornou suas unidades de negócio independentes e promoveu uma gigantesca campanha de marketing em comemoração aos seus 80 anos no Brasil. Como conseqüência, conseguiu aumentar sua participação de mercado em 85% das categorias em que está presente e alcançar a marca de um milhão de toneladas produzidas pela primeira vez em sua história no País. Além disso, no primeiro semestre deste ano a Nestlé investiu R$ 550 milhões na compra da indústria Garoto e mais R$ 95 milhões nas obras de construção do maior centro de produção de café solúvel do mundo em Araras (SP).

Para 2002 a Nestlé ainda quer concretizar mais duas aquisições. Nos próximos anos pretende investir US$ 150 milhões anuais no País e quadruplicar as vendas externas em quatro anos.

Desempenho

Mesmo com o mercado consumidor pouco empolgado, a Nestlé está conseguindo bons retornos. No semestre passado, afirmou Zurita, o faturamento foi de R$ 2,7 bilhões, ou 17,4% mais que em igual período de 2001. As cifras levam em consideração as aquisições feitas no ano, como a Garoto e a Purina. Em volume, e sem contar as companhias compradas, as vendas cresceram 4,3% no período. Para 2002, a estimativa é fechar com faturamento de R$ 6,5 bilhões, mantendo o desempenho do semestre.

"A nossa meta é ter crescimento real duas vezes maior que o PIB", reforçou Zurita. O grupo suíço espera que a economia brasileira cresça 2% em 2002.

A estratégia que o executivo está adotando mescla fortes investimentos em marketing. Só neste ano serão R$ 340 milhões, quase R$ 100 milhões a mais do que em 2001, e em tecnologia. Neste ano, segundo ele, estão mantidos os gastos de US$ 150 milhões nas 25 fábricas do grupo. Além disso, a Nestlé também está expandindo via aquisições e, como disse Zurita, até o final do ano outras duas companhias serão compradas, sem dar mais detalhes. Quer ganhar mercado em cima dos concorrentes."Só com aquisições, já investimos R$ 750 milhões neste ano", diz ele, referindo-se à Garoto, à Purina e à parceria com a Coca-Cola, para a produção do chá Nestea.

Fonte: Estado de São Paulo (Fábio Telles) e Valor On Line (por Patrícia Duarte), adaptado por Equipe MilkPoint
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