Nestlé continua apostando no Brasil e investe no país
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
"Enquanto os outros estão pensando o que vão fazer, melhoramos nosso market share em todos os segmentos", afirma Represas. Depois da compra da Chocolates Garoto em março, diz ele, a Nestlé continua estudando oportunidades de aquisições no Brasil e também na Ásia e Europa Oriental.
As maiores oportunidades para a Nestlé no Brasil, destaca o executivo, estão em água, cereais matinais e pet food, além de chocolates. Ao lado de Represas, o presidente brasileiro Ivan Zurita decreta, também sorridente: "Somos líderes ou futuros líderes em todas as categorias em que atuamos".
Na contramão do estagnado setor de alimentos no Brasil, a Nestlé tem motivos para orgulho e sorrisos. Em dólar, o crescimento este ano da subsidiária foi de 3,4% até outubro, enquanto globalmente chegou a 6% no mesmo período.
Nos últimos dias, Zurita está debruçado sobre o orçamento de 2003. Durante a Cúpula de Negócios da América Latina, promovida pelo Fórum Econômico Mundial no Rio e presidida por Represas, os executivos da Nestlé aproveitaram os contatos para tentar traçar um quadro macroeconômico que norteará os investimentos no próximo ano. "Temos ouvido previsões de crescimento de 2,5% a 3,5%, com inflação de 10%", contou o brasileiro.
Quando enfim houver o aumento do poder aquisitivo da população, a Nestlé espera estar em posição privilegiada sobre os concorrentes. Além de rivais globais como Kraft Foods, Danone , Parmalat e Unilever, a multinacional digladia-se no Brasil com fabricantes regionais que ganham força quando há migração de consumo para marcas mais baratas.
Maior fabricante de alimentos do mundo, a Nestlé faturou R$ 5,9 bilhões no ano passado e deve chegar a R$ 6,5 bilhões este ano, segundo Zurita. Com market share robusto, marca fortalecida por investimentos em marketing e produtos presentes em 95% dos lares brasileiros, a gigante tem tudo para se beneficiar de qualquer ponto percentual de crescimento do PIB. Além do mercado interno, a companhia aposta também nas exportações, e começa a transformar o Brasil em base de produção de linhas de produtos como Nescafé, leites e cereais infantis para a América do Sul.
Fonte: Valor On Line (por Marta Barcellos), adaptado por Equipe MilkPoint
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