Nestlé anuncia redução no preço do leite

Publicado por: MilkPoint

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O preço do litro do leite pago pela Nestlé às cooperativas sofreu redução de R$ 0,02 a partir do início de agosto. Há indícios, inclusive, que a queda possa atingir também os produtores em Minas Gerais, que estão recebendo R$ 0,24 a R$ 0,47 pelo litro, dependendo da região e da qualidade do produto. O alerta foi feito ontem pelo novo presidente da Comissão Técnica do Leite da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Eduardo Dessimoni, produtor em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Segundo a Faemg, mesmo estando em período de baixa produção, o litro de leite no mercado custa aproximadamente US$ 0,08 (cerca de R$ 0,24), um dos menores preços dos últimos anos. Em épocas normais, o valor é de US$ 0,20, o que corresponderia à cerca de R$ 1.

A situação, segundo ele, preocupa. "Os laticínios ditam o mercado e não precisam de muito volume para pressionar o preço para baixo", comentou, acrescentando que não vê motivo para a queda, o que pode ser comprovado através dos índices de importação de leite e derivados em julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2001. "A importação de leite fluido cresceu 146,8%, a manteiga 1.395% e o queijo 100,07%", explicou.

"Liguei pessoalmente para a Nestlé, mas não consegui uma explicação para o fato". A multinacional capta no mercado cerca de 1,3 bilhão de litros de leite/ano. No ano passado, o segmento enfrentou crise semelhante, com o litro de leite alcançando preços muito pequenos. A diferença é que, na época, o setor passava por uma fase de superprodução, o que naturalmente empurrou o preço para baixo. Desta vez, segundo a Faemg, não houve crescimento da oferta de leite em razão da alta do dólar. Mesmo assim, o litro continua barato no atacado.

Segundo fontes ligadas ao mercado de leite, consultadas pelo MilkPoint, caso o volume captado pela Nestlé caia em função da redução anunciada nos preços, a empresa poderá rever a decisão.

A única forma de os produtores de leite evitaram perdas como as ocorridas em 2001, que acabaram motivando a criação da CPI do Leite, concluída no início deste ano, é a união da categoria e o apoio às várias propostas defendidas pela Faemg.

Uma delas é conseguir empréstimos do governo federal para reter o leite e incentivar a exportação. A outra é a assinatura de uma portaria, por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para a criação do Programa Nacional de Qualidade do Leite, o que pode ocorrer em breve.

Excedente de leite

De janeiro a junho deste ano, o Brasil exportou o equivalente a US$ 19,76 milhões em produtos lácteos. O desempenho do setor foi 184,5% superior ao mesmo período de 2001. Foram embarcadas 17,1 mil toneladas para o exterior. Em 2001, pela primeira vez, houve um volume expressivo de vendas externas de lácteos, que cresceram 87% e geraram US$ 25 milhões em divisas.

Mas, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a preocupação do setor é criar demanda para os excedentes de produção, que antes somente ocorriam em épocas de safra. Se isto acontecer, a tendência é a queda nos preços na negociação entre produtor e indústria.

Fonte: Hoje em Dia/MG (por João Alberto Aguiar), Estaminas/Superávit (por Alexandre Vaz), Campo Grande News (por Paulo Nonato de Souza), adaptado por Equipe MilkPoint, e MilkPoint
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uender da cruz lacerda
UENDER DA CRUZ LACERDA

SETE LAGOAS - MINAS GERAIS

EM 05/01/2014

gostei muito agente fik sempre atualizado
Qual a sua dúvida hoje?