Em um ano marcado pela queda da produção no campo e pela forte concorrência entre os laticínios, a Nestlé consolidou sua liderança e ampliou em 4,5% a captação de leite direto do produtor, atingindo 1,45 bilhão de litros. Somando o que a empresa compra de outros laticínios e cooperativas, o volume chega a 1,6 bilhão de litros.
A maior captação é resultado de uma postura mais agressiva junto ao produtor e ao consumidor. Mesmo com a economia estagnada, a Nestlé expandiu as vendas de derivados lácteos, informou a empresa, sem revelar números.
A Nestlé também precisava de mais leite in natura para fortalecer as exportações. No início desse ano, entrou em operação a Dairy Partners Americas (DPA), joint venture formada com a neozelandesa Fonterra, maior exportadora mundial de lácteos. Segundo a Nestlé, a DPA está exportando para Estados Unidos, Japão e México.
Exceção
No entanto, a Nestlé foi uma exceção à regra. Conforme levantamento realizado pela Leite Brasil, Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL), a captação dos 15 maiores laticínios brasileiros caiu de 6,3 bilhões de litros em 2001 para seis bilhões no ano passado.
Ocupando a terceira posição no ranking, a mineira Itambé foi uma das empresas que mais sofreu, registrando queda de 100 milhões de litros na captação. "A maior perda ocorreu em Goiás. Houve muita concorrência e os preços estavam mais altos que em Minas. Decidimos não forçar a compra", disse o vice-presidente da cooperativa, Jacques Gontijo.
O resultado foi uma queda de 10% nos volumes comercializados pela Itambé, a maior parte no longa vida, produto que a empresa praticamente deixou de fabricar. "Preferimos apostar em produtos de maior valor agregado", afirmou Gontijo.
A gaúcha Elegê, quarta maior compradora de leite do país, perdeu 9% de sua captação e fechou o ano com 711,3 milhões de litros. "A concorrência entre os laticínios no Rio Grande do Sul foi a maior dos últimos 20 anos", reconheceu o diretor de política leiteira da empresa, Ernesto Krug. Além das empresas tradicionais, o executivo afirmou que começaram a funcionar no Estado muitos pequenos laticínios.
A italiana Parmalat, segunda colocada no ranking, manteve sua captação em 947 milhões de litros, apesar de ter fechado metade de suas fábricas no período. Devido ao processo de reestruturação, a multinacional trabalha hoje com nove unidades. "Muitas vezes nós desativamos uma indústria devido à sua pequena escala de produção, mas o leite da região é direcionado para outra unidade", explicou o diretor de política leiteira da empresa, Edimílson Vilela.
Já a Batavia, subsidiária da fábrica italiana, registrou forte queda na captação direto do produtor. O volume cedeu de 225,6 milhões de litros em 2001 para 165,3 milhões. Mas somando o leite comprado de terceiros, a redução é menor: 253 milhões para 251 milhões de litros.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
Nestlé ampliou captação em 2002 em 4,5%
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.