A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite em MS reúne-se hoje para discutir a proibição da comercialização do leite in natura. Conforme determinação do Ministério Público, a partir de domingo, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), estará fiscalizando os municípios do Estado e punindo os produtores que estiverem vendendo o leite in natura.
Apesar de antigo, o Decreto-lei nº 923 de 10 de outubro de 1969 foi assinado pelo então presidente, Emílio Garrastazu Médici, só agora ele começa a entrar em vigor e surpreendeu os produtores rurais que não estavam sabendo dessa exigência.
Segundo o presidente da Comissão Estadual da Pecuária do Leite da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Ademar da Silva Júnior, o produtor rural está tentando se adequar à lei, o que leva tempo, já que muitos produtores não têm condições financeiras de adquirir maquinário para entregar o leite já pasteurizado.
Atualmente, pelo menos 10% do leite comercializado no Estado é vendido in natura. A proibição imediata da comercialização pode gerar, no mínimo, 10 mil desempregados em Mato Grosso do Sul, por isso os integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite também devem procurar o Ministério Público e o governo.
Fonte: Campo Grande News (por Flávia Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
MS: Câmara Setorial discute proibição do leite in natura
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