MS: associativismo pode garantir comercialização da produção leiteira

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A proposta de associativismo deve sair finalmente do âmbito de discussões para começar a ser implantada por produtores de leite de Bodoquena/MS, que se reuniram ontem (25) para iniciar a primeira etapa do Programa de Associativismo do Sebrae.

A meta é unir-se para industrializar o leite e solucionar o impasse gerado pela proibição da venda do leite in natura. A idéia é organizar os produtores locais e estudar a viabilidade da implantação de um laticínio ou uma mini-usina no município, o que, além de atender às exigências sanitárias, também proporciona agregação de valor ao produto e atenua a problemática de má remuneração pela indústria.

Estima-se que o município tenha hoje cerca de 70 produtores. Ivinhema também está buscando solução semelhante e Sonora, com auxílio do governo do Estado e prefeitura, implantou um laticínio que processa o leite retirado nos assentamentos locais.

Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Mathias), adaptado por Equipe MilkPoint
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Marcos A. Macêdo
MARCOS A. MACÊDO

PIUMHI - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 27/02/2003

Ótima idéia, reunir com uma orientação profissional para administrar o negócio e realmente conseguir tirar melhores resultados do que entregar esta produção para um grande laticínio. Pasteurizar, colocar numa embalagem e comecializar pelo triplo do custo pago ao fornecedor. Volto afirmar que é uma idéia muito boa, mas é preciso que todos saibam que o negócio é do conjunto e proporcional ao investimento colocado no negócio. É preciso uma administração que conheça o ramo. Orientação de uma consultoria do Sebrae é otima, mas na parte de industrialização é preciso de um bom técnico ou uma consultoria com visão do empreendimento, para caminhar paulatinamente conforme o avanço do mercado e das oportunidades de negócio.

Boa sorte e vá em frente, leite industrializado garante a saúde da comunidade, mais cedo ou mais tarde esta proibição de vendas de leite in natura para o consumo aconteceria, e quem iria explorar não seriam os produtores desta associação. Os orgãos públicos de representação da população tem de participar oferecendo apoio técnico e econômico, mas sem paternalismo: emprestou, pagou.
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