Ministro da agricultura recebe sugestões da cadeia láctea
Publicado por: MilkPoint
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Segundo estimativa do Departamento Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para atender 9,6 milhões de pessoas no primeiro ano, haveria uma demanda adicional de 1,1 bilhão de litros, ou 5,2% da produção atual. A implantação integral do programa federal de combate à fome resultaria num aumento de 23% no consumo ou cerca de 5 bilhões de litros. "Precisamos garantir o abastecimento do nosso mercado com produtos locais e o Fome Zero será um grande impulso à produção nacional, além de evitar o crescimento das importações, que em 2002 somaram US$ 248 milhões, um crescimento de 52%", disse o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim. Ele lembrou que o documento será ampliado e detalhado nas próximas reuniões da comissão da CNA.
Na lista de temas urgentes estão ainda o reforço no combate às fraudes no setor, como a conhecida adição de soro de leite, um subproduto mais barato que o leite, ao longa vida (UHT) e ao leite em pó vendidos ao consumidor. Além disso, a cadeia propõe combater a indiscriminada utilização de leites modificados e bebidas lácteas no mercado.
Para auxiliar a organização da cadeia produtiva do leite, o setor sugeriu a criação da Câmara Setorial do Leite dentro do novo Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), que será revisto e ampliado por iniciativa do ministro Rodrigues, com representantes de produtores e cooperativas. Segundo Alvim, a adoção do conceito de cadeia produtiva nas negociações entre os setores público e privado levará maior estabilidade ao setor lácteo e garantirá mais renda ao produtor rural.
A questão tributária também deve ser um dos focos principais do setor lácteo, que propôs ao ministro a aplicação do devido tratamento tributário às sociedades cooperativas, ou seja, a isenção da cobrança de PIS/Pasep e Cofins nos atos cooperativos próprios de sua finalidade. Além disso, o setor sugeriu uma equiparação tributária dos produtos lácteos aos demais alimentos que compõem a cesta básica.
No campo externo foi sugerida a negociação de acordos comerciais e de equivalência sanitária com os principais países importadores, que em 2002 fizeram dobrar as vendas brasileiras para US$ 40,3 milhões, a agilização do processo de habilitação de indústrias exportadoras, a remoção de barreiras a produtos lácteos brasileiros nos principais mercados mundiais e a criação de incentivo às exportações de produtos lácteos como os utilizados pelo setor automobilístico.
Além de Rodrigo Alvim, participaram do encontro os representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Leite Brasil, da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL), da Embrapa Gado de Leite e da trading Serlac S.A.
Doação
O coordenador nacional do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Rurais (OCB), Luiz Roberto Baggio, ressaltou que as cooperativas doarão 24 mil toneladas de alimentos, incluindo leite, ao Fome Zero. O programa deverá entrar em vigor a partir de amanhã.
Fonte: Departamento de Comunicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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PASSOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/01/2003

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 29/01/2003
Quanto ao mercado externo, que é minha área desde 1.985, noto com tristeza que o parágrafo desta nota, referente ao assunto, foi escrito de forma simplista, demonstrando algum desconhecimento deste segmento e, principalmente, que as propostas colocadas visam apenas obrigações referentes às atuações do Ministério da Agricultura e do Itamaraty, quanto aos acordos comerciais, equivalência sanitárias, agilização dos processos de habilitação, remoção de barreiras e criação de incentivos às exportações dos nossos produtos lácteos. Não identifiquei nenhum tipo de comprometimento da cadeia produtiva. Ou seja, permanecemos olhando para os nossos umbigos, enquanto o mundo necessita e consome lácteos.
Existe um país, com 270.000 km² e 3.800.000 habitantes que negociou, em seu acordo com a União Européia, 130.000 toneladas de lácteos e 250.000 toneladas de carne. Este país chama-se Nova Zelândia, que adotou o cooperativismo para tornar-se o que é hoje. Lá, não existem animais produtores tipo A, tipo B e tipo C ( aliás, é extremamente constrangedor explicar aos clientes o motivo dos tipos A, B e C).
No mundo lácteo existem sim, raças. Aquelas de alta produção leiteira, tipo holandesas, e a Ayrshire, bem como aquelas de alta produção de gordura ou manteigueiras, se preferirem, tipo Jersey e Guernsey e, ainda, aquelas mistas tipo Normanda, Simental e a Schwyx, dentre outras. Enquanto não adotarmos o sistema de qualidade de nosso leite, baseada em teor de gordura e proteína, não iremos a lugar algum e estaremos minorando todo o esforço desenvolvido até agora pelo Ministério da Agricultura.
Quando se propõe que o Governo negocie acordos comerciais, equivalência sanitária e remoção de barreiras, nota-se claramente o desinteresse dos produtores brasileiros em qualificar seus produtos, submetendo-se às diretivas da União Européia. Infelizmente, noto isso em meu dia a dia. Tenho uma relação muito forte com várias empresas européias que, sistematicamente, solicitam nossos produtos. Porém, todas as vezes em que mantenho contatos com prováveis fornecedores e tento incentivá-los a habilitarem-se através dessas diretivas, recebo invariavelmente as mesmas respostas, ou seja, "agora não interessa", "agora não temos produto", "preferimos exportar para mercados menos sofisticados" e por aí em diante. Estes senhores ainda não perceberam que habilitar-se para a União Européia é habilitar-se para o mundo e, acima de tudo, melhorar em muito seu produto para o mercado interno.
Para finalizar, devemos sim exigir que o Governo, através de seus órgãos competentes, potencialize esforços para tornar o lácteo brasileiro, no exterior, tão forte quanto a carne. Contudo, nada ocorrerá se a dependência de esforços recair apenas sobre o Governo. Enquanto o segmento privado não formular seus objetivos e suas políticas próprias para o comércio exterior deste setor, jamais seremos uma Nova Zelândia.

CURITIBA - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 29/01/2003
Bebidas Lácteas e Leites Modificados, são alimentos consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo. Querer "proibi-los" ou "restringi- los" é sinal de protecionismo e falta de conhecimento das necessidades do mercador consumidor.
Esta "cadeia" láctea, deveria estudar melhor a realidade dos produtores, indústrias e do mercado consumidor.