O ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, criticou ontem as indústrias de laticínios, dizendo que elas estão por trás da queda do preço do leite pago ao produtor em Goiás. Ele sugeriu aos produtores que procurem a Secretaria de Acompanhamento Econômico, além de órgãos de defesa econômica, para mover processo contra essas empresas. Pratini anunciou também que o governo liberará entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões para a estocagem do produto - recursos que costumam ser liberados por volta de setembro, período de safra, mas que serão antecipados para o período de entressafra, a fim de permitir ao produtor brigar por preço com a indústria.
Segundo Leonardo Vilela, secretário da Agricultura de Goiás, o governo está ao lado dos produtores e está disposto a apoiar integralmente a implantação da nova indústria - uma das coisas solicitadas pelos produtores será uma contribuição decisiva do Estado para a implantação de uma indústria de leite - gerida pela Central de Cooperativas de Produtores de Leite (Centroleite) - para o segmento, que consideram fundamental para garantir a estabilidade do mercado. Segundo ele, o governo, através da Secretaria da Agricultura, a Faeg e a Centroleite, já está bancando eqüitativamente os custos do estudo de viabilidade técnica do projeto, que vem sendo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Conforme o secretário, a nova indústria poderá contar ainda com incentivos fiscais e com financiamentos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).
fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
Ministro da Agricultura critica indústrias de laticínios
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