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Egito abre mercado para produtos lácteos brasileiros

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou neste sábado (14) a abertura do mercado egípcio para produtos lácteos brasileiros. Aguardada desde 2016, a entrada dos produtos do Brasil poderá atingir um mercado de 100 milhões de consumidores. 

“Essa é uma grande notícia que nós esperávamos. Foram muito rápidas as negociações e a partir do mês que vem o Brasil está pronto para exportar produtos lácteos para o Egito. Mais uma vitória de abertura de mercados do Brasil para os países árabes”, comemorou a ministra, que iniciou na semana passada uma missão para o Oriente Médio, em busca de fortalecer a parceria comercial e abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros. 

As exportações de produtos lácteos do Brasil para o Egito estavam suspensas desde 2015 e, desde 2016 havia um pedido para que o Egito aprovasse o Certificado Sanitário Internacional, que é o primeiro pré-requisito para esse tipo de exportação. As negociações foram intensificadas há duas semanas. 

“Esse novo mercado é de 100 milhões de consumidores, além dos países vizinhos, pois o Egito tem vários acordos de livre comércio. Vamos ter como competidores os produtores da União Europeia e da Nova Zelândia, que já têm este mercado consolidado, mas de qualquer forma é uma oportunidade para o Brasil ganhar competitividade e ter um novo mercado para o seus produtos”, explicou o adido agrícola brasileiro no Egito, Cesar Teles. O potencial de negócios com a abertura é de cerca de US$ 8 bilhões

O Egito é o primeiro dos quatro países que serão visitados pela ministra Tereza Cristina na missão ao Oriente Médio. Até o dia 23 de setembro, a comitiva ainda passará pela Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. 

Encerramento 

Depois de seis reuniões de trabalho – com autoridades de governo e empresários locais, a ministra encerrou neste domingo (15) a agenda de compromissos de dois dias no Egito, primeira parada de sua missão ao Oriente Médio. A ministra avaliou a visita como bem-sucedida. No sábado (14), o governo do Egito anunciou que irá abrir o mercado para produtos lácteos brasileiros, como queijos. Os países iniciaram as tratativas para um convênio entre a Embrapa e centro de pesquisas do Egito.

“Vamos assinar um convênio com a Embrapa e também recebemos muitos pedidos de estudos de investimentos em infraestrutura no Brasil, principalmente na área de portos”. Tereza Cristina informou que encaminhará os pedidos ao colega Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, quando retornar ao Brasil.

Nas reuniões, no Cairo, foram debatidas redução de tarifas de exportação e padronização de certificados sanitários.

Neste domingo (15), último dia no Egito, a ministra participou de um seminário na Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, onde defendeu a diversificação da pauta comercial agrícola entre Brasil e Egito e destacou o crescimento da agropecuária brasileira com sustentabilidade.

Tereza Cristina reuniu-se com o ministro da Agricultura e Recuperação de Terras, Ezz el-Din Abu Steit. Eles trataram do processo de importação de uva e alho egípcios e o envio de ovinos e caprinos para o Egito, o que irá beneficiar criadores do Nordeste brasileiro.

No último compromisso, a ministra teve encontro com o secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, embaixador Ahmed Abdoul Gheit, na sede da organização. No encontro, ela avaliou que o Brasil tem um caminho promissor com os países árabes. A ministra e o embaixador trataram ainda de projetos de infraestrutura e logística para a segurança alimentar.

Em 2018, as exportações agropecuárias do Brasil para 22 países árabes e integrantes da Organização para a Cooperação Islâmica, totalizando 55 nações, somaram US$ 16,13 bilhões, o que representa 19% do total das vendas externas do agro brasileiro, percentual superior ao que foi exportado para a União Europeia (16%). Os produtos mais vendidos foram açúcar, carnes, milho, soja e café.

Estima-se que o comércio agrícola entre Brasil e o mundo árabe pode crescer e chegar a US$ 895 milhões. Os produtos em perspectiva são: soja (farelo e grãos), café verde, açúcar e fumo não manufaturado. A comitiva brasileira segue para Arábia Saudita. 

As informações são do Mapa.

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ROGERIO LIMA

SANTA MARIA DE JETIBÁ - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/09/2019

Como fica a questão dos resíduos de carrapaticida da vacada à pasto???