Diante desse cenário, o Sistema FAEP e mais de 40 entidades do setor produtivo, em conjunto com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), encaminharam um documento ao Congresso Nacional solicitando adequações na implementação da norma. As propostas incluem a padronização das exigências para comprovação de perdas de safra, a flexibilização do pagamento de entrada para produtores com restrição de caixa, a fixação de critérios nacionais claros para o enquadramento e a preservação do acesso às linhas de crédito necessárias para a continuidade da produção.
Nas regiões consultadas pelo levantamento, as dificuldades variam entre aspectos regulatórios e burocráticos. Em Guarapuava e São Mateus do Sul, aponta-se que o critério de inadimplência exigido até 31 de maio deixa de fora operações com vencimentos concentrados nos meses subsequentes. Também são mencionadas diferenças entre as taxas de juros originais e as oferecidas na repactuação, além do encaminhamento de produtores a órgãos de proteção ao crédito enquanto as propostas ainda dependem de análise bancária.
Em Maringá e Guamiranga, os fatores apontados para a morosidade do processo envolvem o tempo de tramitação das propostas nos comitês de crédito e a complexidade na obtenção dos laudos técnicos e contábeis necessários. As representações locais contextualizam o endividamento atual como reflexo da combinação entre oscilações nos preços das commodities, elevação dos custos de financiamento e perdas decorrentes de adversidades climáticas na região.
As informações são do Sistema FAEP, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Vale a pena ler também:
Captação de leite bate recorde no 2º tri mas ritmo de expansão desacelera, aponta IBGE
Granizo destrói pastagens, reduz produção de leite em 0,6 litro/vaca e eleva custos no RS