A batalha contra os subsídios agrícolas da Europa deve ser travada na Organização Mundial do Comércio. Por enquanto, os países do Mercosul buscam outras formas de abrir mercado para os produtos do agronegócio. O Mercado Comum do Sul (Mercosul) vai propor o estabelecimento de cotas de exportação de produtos agrícolas para a União Européia (UE). A proposta será analisada no fim do mês, no Rio de Janeiro, quando representantes dos dois blocos vão se reunir para discutir um acordo de comércio.
A UE é o principal parceiro do Mercosul na área agrícola e destino de 40% das exportações do Brasil, da Argentina, do Uruguai e Paraguai. Desde o ano passado, os governos dos quatro países negociam a formação de uma área de livre comércio entre o Mercosul e a UE, mas o subsídio agrícola praticado pelos europeus tem sido o maior obstáculo para as negociações até agora.
No dia 23 de julho os ministros dos dois blocos econômicos se reúnem. O Brasil deve apoiar a linha definida pela Argentina: os subsídios devem ficar de fora do tratado e só devem ser discutidos na Organização Mundial do Comércio.
O Conselho de Ministros de Agricultura do Mercosul recomendou que os membros do bloco aumentem as tarifas de importação dos produtos subsidiados. A sobretaxa deve ser decidida em conjunto, com mudanças na Tarifa Externa Comum (TEC). Na lista estão o algodão, leite, açúcar, trigo e arroz. A mudança seria uma forma de compensar as distorções provocadas pelas medidas de subvenção à agricultura nos países desenvolvidos.
Fonte: Clic RBS/Agrol, adaptado por Equipe MilkPoint
Mercosul e União Européia podem fechar acordo sobre comércio agrícola
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