Com uma população de 1,2 bilhão de pessoas sem tradição no consumo de lácteos, a China representa a nova fronteira a ser explorada pelos países exportadores de lácteos. Pelo menos, em tese. A abertura de mercado que o país vem gradativamente fazendo e a determinação do governo local em fomentar a produção de lácteos estimulam ainda mais esta possibilidade.
No entanto, é necessário cautela nesta análise. Segundo o Dr. James Cullor, da Universidade da Califórnia, que esteve recentemente no Brasil, proferindo palestras no 5º Interleite e no Encontro Anual do CBQL e vem prestando consultoria ao governo chinês, há um firme propósito de se capacitar e desenvolver a incipiente indústria de lácteos da China e não depender de produtos importados. "O governo quer que em 2008, quando se realizarão os jogos olímpicos em Beijing, os visitantes tenham à disposição uma infinidade de produtos alimentícios produzidos na própria China, de alta qualidade", disse Cullor, que fará 6 viagens ao país somente neste ano, atuando na coordenação do projeto de capacitação da indústria láctea chinesa.
Trata-se, sem dúvida, de um banho de água fria em quem apontava a China como o próximo destino para os países exportadores de lácteos. Por outro lado, abrem-se boas possibilidades para aqueles que podem auxiliar o país a atingir o objetivo - nada modesto, por sinal - de que cada chinês tome ao menos 2 copos de leite por dia.
Fonte: MilkPoint
Mercado chinês crescerá, mas priorizará produção interna
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