MT: melhoramento genético transforma produção

Produtores de Vera e região em MT registram saltos de produtividade leiteira com transferência de embriões, fruto de programa de melhoramento genético. Saiba mais!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

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No Mato Grosso, a produção média de leite de vacas é de 4,6 litros diários, enquanto novilhas do Programa de Melhoramento Genético chegam a 25,4 litros. Implementado em 2020, o programa da Secretaria de Agricultura Familiar utiliza transferência de embriões para aumentar a produtividade. Desde então, mais de R$ 6,7 milhões foram investidos, beneficiando 1.080 produtores. O projeto, que já registrou 4.126 prenhezes, avança para uma nova fase, ampliando o acesso à genética de alta produção.

Enquanto a média normal de produção de leite de uma vaca em Mato Grosso é de 4,6 litros ao dia, as novilhas do Programa de Melhoramento Genético do Rebanho Leiteiro registram 25,4 litros diariamente. O aumento da produtividade é fruto do trabalho de transferência de embriões para a cadeia leiteira do Estado, uma iniciativa implementada em 2020 pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) em Mato Grosso.

A melhoria genética tem impacto direto na produtividade e, em consequência, na renda dos produtores da agriculta familiar de pequena escala. Um caso de sucesso é o do casal Sidnei José dos Santos e Luzia Jociane Novask dos Santos, da fazenda Santa Helena, no assentamento Jonas Pinheiro, no município de Vera. A família foi selecionada para o programa da Seaf em parceria com a Associação dos Pequenos Agricultores Familiares do Acampamento Alto Celeste (Apafaac), e apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

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Em Vera, o projeto teve início em junho de 2022, quando três produtores foram atendidos. Até então, a produção de leite do casal Sidnei e Luzia dependida das 20 vacas da propriedade. A média de produção diária variava entre 15 e 20 litros por dia. “Cada vaca só dava leite entre 4 e 5 meses por ano”, lembra Luzia. Com o surgimento da tecnologia, a média de produtividade com sete novilhas chega a 178 litros/dia na primeira cria. A expectativa é o incremento da produção na segunda gestação dos animais.

“Com a transferência de embriões, os animais produzem mais leite por até nove meses. Na segunda cria, uma vaca que produzia 31 litros/dia pode chegar a 35 litros ou mais diariamente, explica a produtora.  A aplicação da biotecnologia de transferência de embriões sexados de fêmeas da raça Girolando ½ sangue nas 20 vacas da propriedade transformou a fazenda Santa Helena em um caso de sucesso.

A Coordenadora do programa, a médica veterinária Ângela Vânia, frisa a transformação na vida dos produtores com o aumento da produtividade da cadeia leiteira. “Os resultados são fantásticos em todos os municípios em que foi implantado. Eu diria que está transformando vidas porque o resultado de aumento da produtividade do rebanho e produção de leite leva a aumento da renda e, com isso, proporciona um novo ânimo aos produtores de leite da agricultura de pequena escala, que perceberam a importância do melhoramento genético com a utilização de genética de alta produção utilizada nas transferências de embriões do projeto, resultando em matrizes precoces e muito produtivas”.

O técnico da Empaer, Fernando Brock, acompanha o casal desde o início, mesmo após ser transferido para trabalhar em Santa Carmen. “É indiscutível a qualidade do leite fruto do melhoramento genético. O aumento da produção e das vendas tive resultados significativos”, frisa. O leite da propriedade é vendido para a Cooperativa Agropecuária Mista Terranova Ltda, de Terra Nova do Norte (650 quilômetros de Cuiabá), no extremo norte do Estado, que beneficia o produto.

Com uma média que varia entre 30 e 40 cabeças de gado, o produtor de pequena escala Edson Grankow , do sítio Dona Elizabeth, é outro beneficiado com o melhoramento genético em Vera, juntamente com o casal Sidnei e Luzia. Contemplado com os embriões, nasceram seis bezerras. Três delas já deram cria e outras duas são prenhezes. Uma das prenhezes dá uma média de 28 a 30 litros ao dia. Ele acredita que, quando forem vacas, vão chegar a produção de 40 a 45 litros de leite diariamente”, avalia o produtor. O leite da propriedade é vendido ao laticínio Sorriso, que busca o produto duas vezes por semana.

Conforme o presidente da Apafaac, os produtores que participam do programa estão colhendo resultados positivos. “Vejo que a iniciativa da Seaf, em parceria com a associação, e apoio da Empaer, ajudou muito a cadeia do leite do município de Vera. O produtor está colhendo resultados positivos e vai continuar, pois essa melhoria genética é contínua. O produtor já tem um material de boa qualidade genética. Agora é dar sequência no melhoramento”, ressalta.

Desde 2020, mais de R$ 6,7 milhões foram investidos no projeto, que atendeu 1.080 produtores em 32 municípios mato-grossenses e totalizou 4.126 prenhezes até o momento. O programa avança para segunda fase, onde novos produtores terão a oportunidade de participar.

A tecnologia permite um ganho genético acelerado, reduzindo o tempo necessário para melhorar os rebanhos e proporcionando aos produtores de pequena escala acesso a uma genética de ponta que, de forma independente, seria economicamente inviável.

As informações são da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).

 

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Maximiliano Scopel Ardenghi
MAXIMILIANO SCOPEL ARDENGHI

JACIARA - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/09/2025

acompanho de perto esse programa , e vejo o rebanho mato grossense evolouindo dia a dia com essas ações . a SEAF aqui é muito particpativa
Qual a sua dúvida hoje?