Devido à dificuldade dos produtores para comprar os resfriadores de leite, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), decidiu prorrogar para 2005 a exigência do resfriamento do leite na propriedade rural.
Segundo o economista da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Edson Alves Novaes, 80% da produção goiana já são exportados (nota do MilkPoint: para outros estados da federação) e Goiás está bastante avançado no processo de granelização em relação a outros Estados. Estima-se que cerca de 70% da produção goiana de leite já esteja sendo resfriada na própria fazenda. "Mas, para o pequeno produtor, que produz muito pouco leite, é inviável adquirir o equipamento sozinho. Neste caso, a saída são os tanques comunitários", ressaltou.
Hoje, Goiás conta com mais de 55 mil produtores de leite, sendo que entre 60% e 70% deste total são pequenos pecuaristas. Muitas associações de produtores já possuem tanques comunitários, mas o sistema também tem seus riscos.
O Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite, regulamentado pela portaria 56, determina que o leite deve ser resfriado, no máximo, até três horas após a ordenha. Mas, se algum dos produtores não cumprirem este prazo ou se o leite de um deles apresentar qualquer problema sanitário, os demais usuários do equipamento também serão prejudicados. Isso porque a análise feita pela indústria detectará problemas em todo leite que estiver armazenado no tanque de expansão.
Fonte: Diário da Manhã (por Lúcia Monteiro), adaptado por Equipe MilkPoint
Mapa prorroga prazo para granelização do leite
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