Mães do Nortão transformam tradição familiar em ouro no Mundial do Queijo do Brasil

Entre a maternidade, a rotina na propriedade rural e a produção artesanal, duas mulheres do Nortão conquistaram medalha de ouro no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, e passaram a representar a força feminina no agro de Mato Grosso.

Publicado por: MilkPoint

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Neste Dia das Mães, duas mulheres de Mato Grosso, Patrícia Roberta e Maristela Rodrigues, conquistaram medalhas de ouro no 4º Mundial do Queijo do Brasil. Patrícia, de Paranaíta, iniciou sua produção artesanal de queijos em 2011, enquanto Maristela, de Nova Canaã do Norte, fez o mesmo ao aprender com a família. Ambas mantêm a essência artesanal e a participação familiar nas produções. Seus reconhecimentos destacam a força feminina no agro e a valorização do trabalho rural.

Neste Dia das Mães, histórias que começaram dentro de casa ganham reconhecimento nacional no campo mato-grossense. Entre a maternidade, a rotina na propriedade rural e a produção artesanal, duas mulheres do Nortão conquistaram medalha de ouro no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, e passaram a representar a força feminina no agro de Mato Grosso.

De Paranaíta, a produtora Patrícia Roberta de Oliveira Assis viu um produto criado quase como experiência familiar alcançar destaque entre os melhores queijos do país. Mineira de origem, ela cresceu ouvindo histórias da avó sobre a fabricação artesanal de queijos e trouxe essa tradição para Mato Grosso em 2011.

Figura 1

A produção começou de forma simples, aproveitando o leite da propriedade da família para complementar a renda. Com o tempo, o negócio cresceu e hoje abastece mercados em Paranaíta, Nova Bandeirantes e Alta Floresta.

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Ao lado do marido e dos quatro filhos, Patrícia administra a agroindústria familiar, onde cada integrante participa da produção. O queijo “Sesame”, premiado com medalha de ouro, surgiu de uma brincadeira envolvendo gergelim e acabou se tornando um dos produtos mais procurados da marca.

Figura 2

“Eu nunca imaginei que um queijo que nasceu de uma brincadeira chegaria tão longe. Hoje vejo que todo esforço valeu a pena”, relata. Além da produção de derivados do leite, Patrícia também divide o tempo entre atividades na igreja e uma loja de roupas no município. Para ela, o maior orgulho está em ver os filhos envolvidos no negócio da família. “O prêmio não é só meu. É da minha família inteira”, resume.

Em Nova Canaã do Norte, a trajetória de Maristela Rodrigues Cupertino também nasceu no ambiente familiar. Mineira, ela aprendeu desde cedo a admirar os queijos artesanais produzidos pelos avós e pela mãe. Já em Mato Grosso, começou a fabricar os produtos para ajudar na renda da casa.

O primeiro parceiro na produção foi o filho mais velho, ainda criança na época. “Eu perguntava se ele ajudava a mãe a tirar leite para fazer queijo. E foi assim que começamos”, relembra. Hoje, Maristela produz queijos com leite de vaca, búfala e cabra na propriedade onde vive com o esposo, os filhos e netos. O “Queijo Baguete Defumado”, vencedor da medalha de ouro no Mundial, colocou a produtora entre os destaques da queijaria artesanal brasileira.

Segundo ela, o reconhecimento nacional trouxe mais visibilidade ao trabalho desenvolvido no interior de Mato Grosso, mas o maior retorno continua sendo o reconhecimento dos consumidores. “É gratificante quando alguém prova e fala que o produto está maravilhoso. Isso não tem preço”, afirma.

Mesmo após as premiações, as duas produtoras mantêm a essência artesanal da fabricação e a participação ativa da família em todas as etapas da produção. Neste Dia das Mães, as histórias de Patrícia e Maristela mostram que o cuidado construído dentro de casa também pode ultrapassar fronteiras e ganhar o Brasil — em forma de queijo premiado.

As informações são do Nativa News, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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