Liqüidações de rebanhos leiteiros já venderam mais de 8 mil animais este ano

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No primeiro semestre do ano, a paulista Embral realizou 21 leilões de liqüidação de rebanhos leiteiros, vendendo 7,178 mil animais, e faturou R$ 12,352 milhões - média de R$1,720 mil por lote. No mesmo período do ano passado, a leiloeira realizou 20 pregões, vendendo 4,372 mil vacas, e faturou R$ 6,314 milhões - média de R$1,444 mil por lote.

A Pupio Leilões, de São José dos Campos (Vale do Paraíba), organizou, no mesmo período, 4 liqüidações de rebanhos leiteiros, vendendo 1,035 mil animais. Sendo assim, somadas as vendas das duas leiloeiras, foram vendidas 8,213 mil cabeças, sendo quase que a totalidade delas de fazendas tradicionais do Estado de São Paulo, e do sul de Minas Gerais.

Segundo Sebastião Teixeira Gomes, professor da Universidade de Viçosa (MG), a pecuária de leite nessas regiões está em crise, enquanto que, em regiões como Goiás, Bahia e outros estados nordestinos, Triângulo Mineiro e Mato Grosso, a produção está aumentando anualmente, com incentivos aos pecuaristas. Ele diz que uma prova disso é o aumento da produção de leite captada no primeiro trimestre do ano, que subiu 8% em relação ao mesmo período de 2000 (veja artigo relacionado).

Gomes não concorda com a afirmação feita pelo pecuarista de Descalvado (SP), e vice-presidente da Leite Brasil, Roberto Jank Júnior, que disse que a pecuária leiteira pode perder escala devido às transferência do gado paulista para outras regiões, fazendo com que rebanhos puros sejam fracionados, saindo de fazendas mais desenvolvidas tecnologicamente e indo para regiões não tão evoluídas.(veja artigo relacionado)

"Eu não vejo problemas. O que muda é o sistema de produção. Em São Paulo, as vacas são confinadas. Em outros estados, as condições são a pasto, com suplementação alimentar, o que permite que a pecuária evolua em regiões fora do circuito São Paulo/ sul de Minas Gerais." Para o professor, o aumento na produção de leite comprova que as liqüidações não significam o arrefecimento da atividade no Brasil. "Não há retrocesso tecnológico", afirma.

fonte: Agrofolha (por Sebastião Nascimento), adaptado por Equipe MilkPoint
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