Leitor comenta artigo sobre Reforma do Código Florestal
O leitor do MilkPoint Lucas Ferreira de Aguiar (Produtor de leite de vaca), de Patrocínio, MG, enviou um comentário ao artigo "<a href="http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=51246&actA=7&areaID=50&secaoID=128">Stephanes x Minc: Reforma do Código Florestal</A>".
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"Acho que não deve ter sido fácil para o ministro Stephanes substituir o ex-ministro Roberto Rodrigues, uma unanimidade entre a maioria dos produtores rurais desse país. Mas felizmente agora tenho lido muitas notícias de suas ações e acho que este está mostrando pra que veio, e felizmente com uma atuação elogiável. Acho que chegou a hora das Federações de Agricultura dos estados e os Sindicatos Patronais, e também as cooperativas de produtores, se unirem em torno de um objetivo comum, que é lutar por um Código Florestal condizente com as condições econômicas e ambientais de cada estado.
Como o Brasil é um país de extensão continental que abriga muitos tipos de fauna, flora e microclimas, cada região, acredito, deve ter regras diferenciadas. Mas que deem condição de sobrevivência a seus moradores, respeitando as tradições centenárias de cada região. Minas Gerais, o meu estado, por exemplo, tem a maioria de seu território coberto por montanhas e algumas áreas de cerrado planas próprias para a agricultura empresarial, que hoje conseguem altos índices de produção. Por que não facilitar a exploração dessas áreas e conservar as montanhosas, mas sendo exploradas como sempre foram com pastagens naturais para a criação de gado? Preservando as nascentes e a fauna.
Quando vejo ecologistas de asfalto e ONGS, (financiadas com certeza por alguma empresa multinacional de origem em países que destruíram sua população nativa e suas florestas), com um discurso vazio e sem sentido, fico pensando se estão defendendo os intereses desses países ou se são mesmo ignorantes ou mal esclarecidos, ou ecologistas por modismo. Outra dúvida que sempre tive é se plantar café, soja, milho ou cana, como é feito na minha região, em campo limpo sem nenhuma vegetação, não é mais benéfico para o clima. Será que um pé de café não retira mais gás carbônico do ar que uma vegetação rasteira e seca? Será que mil automóveis fazem melhor para o meio ambiente que um milhão de pés de café?
Acho que existem muitas perguntas sem resposta e muita demagogia quando se trata de meio ambiente. Que os responsáveis por esse assunto deixem de lado as ideologias e resolvam esse assunto com profissionalismo e responsabilidade.
L. Aguiar"
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PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 02/02/2009
Quando escrevi essa carta comentando o artigo do senhor, não imaginava que a essa fosse dada tamanho destaque. Acho que deixei muitos pontos não bem esclarecidos, pois para isso teria que ter um espaço muito grande neste site, o que seria impossível.
Gostaria de deixar claro que minha opinião não tem fundamento cientifico, é apenas a minha e de muitos outros produtores com os quais convivo e ouço suas opiniões. Quanto ao comentário sobre a retirada de gás carbônico pelas culturas citadas, já existem trabalhos científicos que comprovam que além de retirarem esse do ar, se beneficiam deste, inclusive a cana de açúcar. Quanto à paranóia que existe contra as monoculturas que se instalam em certas regiões, acho que isso está mudando no Alto Paranaíba - MG, na mesma região onde se planta café, milho e soja. Hoje estão plantando também cana, eucalipto e seringueira, além de ser a segunda maior bacia leiteira do país.
A terra de campo que citei, é campina típica da região, que até os anos oitenta eram queimadas e aproveitadas como pastagem por um curto período. Cobertas por uma vegetação rasteira e sem nenhum tipo de arbustos e preferidas por muitos, porque não exigiam licenças ambientais, nem o uso de tratores de esteira. Ficam acima de novecentos metros do nível do mar e produzem os melhores cafés do Brasil. Acho que devem existir regras, como as do atual Código Florestal. O que acho exagero é exigirem que não use as áreas de reservas para a exploração de pecuária, inclusive com o confisco de animais que estiverem nessas áreas. Também querer que se recuperem áreas desmatadas no passado, não é justo, pois vai ser impossível corrigir o que aconteceu por questões culturais. Como não existiam tecnologias para levar água a pontos mais altos, as moradias eram construídas ao lado de uma fonte d´água. E exigir que paguemos pelo que era questão de sobrevivência e hoje considerado crime, é uma injustiça. Só os proprietários rurais serão penalizados, pois as marginais do Rio Tietê e Pinheiro em São Paulo, Lago Paranoá em Brasília e de quase todas as cidades brasileiras que foram construídas no passado a beira de um curso d´água, com certeza não tem como serem recuperadas, nem seus proprietários penalizados.
Quanto à questão Amazônica, deve ser feito um trabalho sério, sem demagogias e deixando de lado as ideologias políticas, preservando o que deve ser preservado e explorando as áreas viáveis para a pecuária, agricultura e o extrativismo, pois é um a riqueza de todos nós brasileiros que deve trazer desenvolvimento para o país, e não ficar nas mãos de ONGS estrangeiras. Quanto a termos que manifestar nossa idéia aos presidentes de sindicatos, acho que quando o individuo é eleito como presidente de uma classe representativa de alguma atividade, esse deve ser um líder que deve interagir com quem o escolheu, conhecer seus anseios e suas necessidades e aglutinar seus liderados a sua volta, para lutarem por um anseio comum. Para isso foi escolhido líder dessa classe.
L. Aguiar

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 02/02/2009
Agradeço pelos comentários do meu artigo.
Não sei se um pé de café tira ou não mais gás carbônico do que uma vegetação seca do cerrado. Mas li notícia de pesquisa científica que comprova que um pasto de braquiária bem manejado e adubado retem mais gás carbônico do que a vegetação nativa do cerrado.
A questão ambiental deve efetivamente ser tratada com a razão e não com a emoção. Penso que o Código Florestal deve, sobretudo no que tange a áreas de preservação permanente e reserva legal, ser regionalizado, e que nossas federações de agricultura e sindicatos rurais devem lutar por isso. Mas não podemos esquecer que para que isso aconteça, e para que a ação seja vitoriosa, os produtores devem manifestar isso clara e insistentemente aos dirigentes dessas entidades.
Também partilho com você a admiração pelo trabalho do meu amigo Roberto Rodrigues como ministro, e pelo empenho demonstrado pelo ministro Reinhold Stephanes na solução dos problemas aricultura e pecuária brasileira.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

PASSOS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 30/01/2009

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/01/2009
A recomendação mundial é que se tenha 10% da área do país em áreas protegidas para a manutenção da biodiversidade e de um meio ambiente mais saudável.

PARANAÍBA - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/01/2009