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LEITE/CEPEA: ano se encerra com preço em queda

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 24/12/2018

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Os preços do leite pagos ao produtor encerram 2018 registrando a quarta queda consecutiva – o movimento de baixa foi iniciado em setembro em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A “Média Brasil” líquida de dezembro (referente à captação de novembro) fechou dezembro a R$ 1,2344/litro, redução de 13 centavos ou de 9,4% em relação ao mês anterior.

A baixa no campo esteve atrelada à desvalorização do leite spot e do UHT verificadas em novembro – vale lembrar que a movimentação desses derivados num mês influencia o valor do leite ao produtor a ser negociado no mês seguinte. Nesse sentido, da primeira para a segunda quinzena de novembro, a média do leite spot em Minas Gerais recuou 8,4%.

No caso do UHT negociado entre indústrias e atacado do estado de São Paulo, o preço caiu 14,8% (ou 37 centavos) de outubro para novembro. Atacados e varejos forçaram a desvalorização do leite UHT, numa tentativa de aquecer a demanda em novembro. Além disso, os preços também têm sido influenciados por certa especulação de agentes.

A percepção dos agentes é de que a produção está se elevando consideravelmente, mas os volumes amostrados pelo Cepea de outubro para novembro indicam crescimento controlado, estabilidade e até mesmo redução em algumas regiões. Essa limitação da oferta, por sua vez, se deve ao aumento dos custos de produção. Nos últimos meses, houve alta nos preços de importantes insumos da atividade, como a ração (como milho e farelo de soja), sal mineral, combustíveis e adubos.

Segundo colaboradores, os volumes negociados no mercado spot entre novembro e dezembro foram menores, o que, inclusive, influenciou uma elevação nos valores nesta última quinzena do ano. Além disso, não há estoques consideráveis de leite UHT, já que as indústrias têm como estratégia processar outros lácteos.

O movimento de desvalorização do leite ao produtor deve se manter em janeiro. No entanto, as recentes altas das cotações do spot e do UHT devem influenciar os preços no campo e podem, dependendo dos volumes de produção, segurar a intensidade da queda. A expectativa é de que os valores iniciem o ano acima dos patamares observados no começo de 2018, mas abaixo dos negociados em janeiro de 2017.

Por Natália Grigol, do CEPEA-ESALQ, USP. 

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EDMAR CASSIANO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Bom dia todos!!!!!

Participo em alguns grupos de Whats App e muitos estão questionando estes preços absurdos pagos aos produtores. Achei muito bom, pois estão chegando alguns videos de mulheres pioneiras também, reclamando do leite com preços baixos em suas regiões e conclamando a união dos produtores. Parabéns para estas mulheres com atitudes. Ontem estive no supermercado de Uberlandia-MG, Cristo Rei, visualizei ofertas de litro de leite em saquinho entre R$ 2,59 a R$ 3,15, ou seja, o preço pago pela média que cita na reportagem acima não chega a 50% do valor que é vendido no varejo. Tem algo de errado aí, pois há produtores no meu caso que deve ser o caso de tantos produtores, principalmente os que confinam no periodo seco, temos um gasto extra e mantemos o volume de produção o ano inteiro, em contra partida, há alguns produtores, acredito que muitos, na seca eles caiem muito a produtividade porem no periodo das águas mais que dobram a produção e, com este aumento da produção, os laticinios jogam o preço para baixo, prejudicando a todos. Eles alegam a grande oferta, contra uma retraída demanda. Nós produtores precisamos nos interagir mais para acharmos soluções, trocarmos mais informações de região para região. SAbemos que demanda x oferta é quem dita os preços em qualquer seguimento, isso é fato, porém, notadamente há uma força oculta na pressao de preço para baixo e isso temos que conhecer melhor, pois doi é no nosso bolso e, eles lucram muito sem produzirem nada. Grande abraço para todos e fiquem com Deus!!!!!!!
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