Uma nova tecnologia de produção de leite permitiu a um grupo de 600 pequenos produtores de 12 municípios do Oeste do Paraná reduzir em aproximadamente 25% o custo da atividade. Com isso, eles garantem uma renda líquida que varia de R$ 180 a R$ 300 mensais.
Conhecida popularmente por "leite a pasto" ou "leite verde", a tecnologia consiste em criar os animais soltos no pasto, fazendo com que eles próprios busquem sua alimentação em forragens verdes de qualidade, diferente do sistema convencional onde os animais recebem ração no cocho.
O sistema é apresentado pela Emater, empresa de assistência técnica do governo do Paraná, em uma unidade demonstrativa dentro do Show Rural, mostra de tecnologia que acontece até sexta-feira (8) em Cascavel.
Desde 1997, a Emater orienta os agricultores na adoção da tecnologia alternativa como forma de viabilizar uma diversificação da propriedade de pequenos agricultores. "O leite é uma atividade muito importante porque garante uma renda mensal, o que é fundamental para o agricultor que depende exclusivamente da lavoura de grãos, onde o dinheiro entra apenas uma ou duas vezes por ano", explica o zootecnista da Emater, José Luiz Bortoluzzi Silva.
Segundo Bortoluzzi, no sistema a pasto, o custo de produção por litro de leite varia de R$ 0,18 a R$ 0,21. No sistema tradicional, o custo sobe, variando de R$ 0,25 a R$ 0,29 por litro. O "leite verde" é entregue pelos produtores a laticínios particulares e cooperativas da região, que pagam R$ 0,23 por litro. Ainda não há nenhuma diferenciação no preço por se tratar de "leite verde", "o produtor recebe o mesmo valor daquele que produz o leite convencional", explica.
A intenção é, se houver demanda, buscar a produção do leite orgânico, que costuma ser mais valorizado no mercado. "Esse leite ainda não pode ser considerado orgânico porque os produtores usam uréia na adubação do solo, onde plantam as forrageiras", explica Bortoluzzi. Apesar disso, segundo o técnico, com algumas alterações no manejo ele pode ser transformado em leite orgânico, se houver interesse do grupo de agricultores.
Os 600 produtores envolvidos no projeto têm área média de 7 a 10 hectares e mantêm de 10 a 12 vacas em lactação. "Desde que iniciamos o trabalho, a produtividade média já saltou de 4,7 litros por vaca ao dia para 8 litros por animal ao dia", destaca o técnico. O avanço se deu pela melhoria do pasto, cuidados sanitários e melhoria genética do rebanho.
Fonte: Paraná On Line, adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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